Aves fogem de tornado um dia antes de ele chegar

Como por vezes acontece na ciência, a descoberta deu-se por acaso. Para estudar as rotas migratórias da felosa-de-asas-douradas (golden-winged warblers), Henry Streby e os seus colegas da Universidade da Califórnia, EUA, colocaram um geo-localizador de 0,5 gramas nas costas de 20 destas aves (que pesam cerca de 9 gramas). Depois de passarem o Inverno no Sul, as felosas viajaram mais de 2.400 km até à sua área de reprodução nas Montanhas Apalaches. Até aqui tudo bem. No entanto, quando os investigadores analisaram os dados depararam-se com uma inesperada nova migração: depois de regressadas, as aves deram uma voltinha de mais de 1.500 km durante 5 dias.

golden-winged warbler

Felosa-de-asas-douradas (Vermivora chrysoptera). Foto: Walt Ford, U.S. Fish and Wildlife Service

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Gigantes caídos

Um morto, 21 feridos e 46 desalojados é o pior balanço da tempestade do fim-de-semana, e ainda há populações ainda sem água e sem electricidade. (Hoje o mau tempo continuou junto ao mar, com previsão de ondas de 7 metros, e seis distritos estão em alerta vermelho: Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Porto e Viana do Castelo).

Tudo por causa da chuva e, principalmente, do vento, da deslocação do ar. Não foi uma normal deslocação de ar, é certo. Os meteorologistas chamam-lhe “ciclogénese explosiva”, caracterizada por pressões muito baixas, capazes de provocar vento superior a 130 km/h e subida do nível médio do mar.

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