O rio, as duas torres e a defesa de Lisboa

Enquanto me entretinha a fotografar a Torre de Belém e a sua miniatura lembrei-me de que havia uma outra torre, no lado oposto do rio, em Porto Brandão. Estas duas torres, a par de uma nau estacionada a meio do Tejo, garantiam a defesa de Lisboa. A Torre de São Sebastião, na margem sul, surgiu primeiro, em 1481, “numa arriba sobre o Tejo, quase camuflada na própria rocha”, explicava a jornalista Susana Torrão na revista Conhecer (nº 3, Fevereiro de 2003).

Torre de Belém, Lisboa

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Centre for the Unknown – rumo ao desconhecido

Parece o cenário de um filme de ficção científica e próprio nome tem algo de hollywoodesco e futurista: Champalimaud Centre for the Unknown. Este centro de investigação da Fundação Champalimaud localiza-se à beira Tejo, em Lisboa, logo a seguir à Torre de Belém. Ao local de onde há mais de 500 anos os portugueses partiram para revelar novos mundos ao mundo, chegam agora, de uma vintena de países, mais de 400 mentes brilhantes que navegam no desconhecido território das neurociências, oncologia e oftalmologia.

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Pequenos monstros

Os pequenos e divertidos monstros que patrulham a margem do Tejo, entre o restaurante Portugália e a discoteca Urban Beach, em Lisboa, lembram a quem passa que há seres que habitam o rio e o mar onde ele deságua. Não é uma associação óbvia, pois em certos casos pouco resta das espécies originais nas criaturas pintadas nos cabeços onde se amarram os barcos. No entanto é fácil identificar, por exemplo, os tubarões e o polvo (e a ave e a vaca) que terão inspirado a artista italiana que os pintou, em 2011 (fonte: Galeria de Arte Urbana).

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O raro Perna-verde

Mesmo junto ao passeio da marginal do Seixal, na pequena faixa de rochas e areia que antecede o Tejo, é fácil observar aves comuns, como a garça-branca-pequena, o pato-real, a rola-do-mar e o guincho. No entanto, por vezes também surgem espécies menos habituais, como é o caso deste perna-verde-comum (Tringa nebularia), cuja população portuguesa não vai além dos 250 indivíduos adultos, razão pela qual o seu estatuto de conservação é Vulnerável (a nível internacional o estatuto é Pouco Preocupante).

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Tall Ships Race 2012

A Tall Ships Race 2012 esteve em Lisboa entre 19 e 22 de Julho. Nesse período, centenas de milhares de pessoas visitaram os navios atracados na margem do Tejo. Este foi um evento singular, mas um dos aspectos positivos deste século em Portugal é o esforço de requalificação das zonas ribeirinhas, devolvendo o usufruto dos rios às populações.

Quanto aos veleiros, aqui fica uma galeria que inclui imagens da partida.

Parque do Tejo – espécies

A zona norte do Parque das Nações é um dos locais mais interessantes para observar aves em Lisboa. Pode iniciar o percurso no Parque do Tejo, na zona de baixa da ponte da Vasco da Gama, e seguir pelo Passeio do Sapal até ao rio Trancão.

Para quem gosta de fotografar, esta área tem vários motivos de interesse para além da biodiversidade (aves, insectos, mamíferos, plantas…), como uma outra perspectiva da ponte, as margens do Trancão e os campos de cereais do lado esquerdo do passadiço. Continue reading

O Borrelho anafado

O borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) é uma limícola comum no nosso país, fácil de observar em praias e estuários, e também em salinas e lagoas costeiras. Nesta época há poucos indivíduos em Portugal. O maior número regista-se durante o Inverno, mas em meados de Julho (e no início da Primavera) surgem os migradores que fazem uma paragem em terras lusas.

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Os pilares da ponte

Já viram a nova decoração das sapatas da Ponte 25 de Abril, em Lisboa? A Estradas de Portugal inspirou-se nos recentes avistamentos de golfinhos no Tejo e incluiu pinturas de golfinhos, alfaiates, orcas, flamingos e maçaricos nos trabalhos de revestimento de proteção das sapatas (fotos em baixo).

A razão pela qual os golfinhos estão a entrar mais vezes no Tejo não é clara:

– “A poluição do Tejo tem melhorado muito, o que se constata pela observação de espécies sensíveis, como caranguejos, bivalves e alguns peixes. O estuário do rio poderá voltar a ter colónias de golfinhos nos próximos 30 anos”, disse Maria José Costa, do Instituto de Oceanografia, ao Diário de Notícias.

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