Aves no Centro de Saúde

Em Carnide o campo mistura-se com a cidade. Este mês, no dia em que o granizo
pintou de branco algumas zonas de Lisboa, fui ao Centro de Saúde, onde ao longe
destacam-se os arcos do Estádio da Luz. Em pouco mais de meia hora uma dezena
de espécies de pássaros cirandou pelo exterior do Centro. Em baixo encontra
fotos da maioria delas. Outras, como a trepadeira-comum, o pardal e o
chapim-azul, escaparam ao disparo da máquina fotográfica. Entre elas conta-se
uma estreia na Arca: o chapim-real (Parus major), insectívoro comum nos
jardins das cidades.

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Três à mistura

Depois da “apresentação” do rabirruivo-preto (Phoenicurus ochrurus) macho, eis a fotografia da fêmea. Em geral a espécie é monogâmica, isto é, cada indivíduo tem apenas um parceiro sexual, mas por vezes um macho vive com duas fêmeas. A da foto parecia pouco satisfeita com a concorrência. Perseguiu a segunda fêmea insistentemente e assumiu pose territorial, cantando no cimo da rocha.

Rabirruivo-preto (fêmea)

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Apontar na direcção certa

Desde que mudou a hora chego a casa ainda com o Sol a brilhar. Quase todos os dias, a escassos metros da entrada da estação, cruzo-me com este rabirruivo-preto (Phoenicurus ochrurus), que parece observar os humanos que passam. Ninguém repara nele. A não ser que, como aconteceu há dois dias, eu pare para o fotografar. Então começo a ouvir atrás de mim comentários de várias pessoas: “É o quê?”; “É um passarinho”; “Tão giro” ou “tem o rabo laranja”. (Obviamente, referindo-se ao dito passarinho). Nesta e noutras situações semelhantes reparo que muitos transeuntes detêm-se a olhar para o bicho que estou a fotografar. E parecem satisfeitos. Para alimentar esta curiosidade seria útil que, pelo menos nos jardins de maiores dimensões das cidades, houvesse indicações sobre as espécies de animais e plantas mais fáceis de observar no local.

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