Coming Out, Lisboa: A arte saiu à rua numa iniciativa assim

Quadros quinhentistas com sumptuosas molduras douradas, não é exactamente o que esperamos encontrar nas paredes de uma qualquer rua do centro de Lisboa. Mas de há três dias para cá, e durante os próximos três meses, é o que acontece em paredes do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real.

coming out lisboa 1

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Pintura e a Natureza à porta de casa

A Austrália é uma ilha onde a maioria das casas estão rodeadas por Natureza por todos os lados. Morar numa vivenda com jardim por certo proporcionará mais oportunidades para observar a fauna do que viver num prédio com 3 ou mais andares. Poderá esta realidade influenciar o trabalho dos artistas? Gosto de pensar que sim.

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“Chuva”, segundo Monet, Turner, Van Gogh, Magritte…

A quantidade de quadros cujo título inclui a expressão “depois da chuva” leva-me a pensar que não será fácil retratar o momento em que chove. No entanto, há quem o faça com resultados bastante apelativos à vista, como os artistas contemporâneos Leonid Afremov e Gregory Thielker. E, claro, há as obras dos “clássicos”:

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Pintura e Natureza: 53 melhores quadros

Eis os 53 melhores quadros em que a Natureza é personagem principal. Qualquer selecção é subjectiva. Esta ainda mais, mas certamente inclui algumas das obras mais notáveis da história da Pintura. Critérios? Escolhi quadros de que gosto, de artistas consagrados, e que abrangem vários temas, técnicas, épocas e origens.

#53 – PAUL CÉZANNE (1839-1906). França

“Floresta”

cezanne_forest

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A paixão carnal, segundo Tamara Alves

Não se fica indiferente perante a intensidade dos quadros de Tamara Alves, em exposição na galeria Chiado Underscore, junto à Praça Luís de Camões, em Lisboa.

“Find what you love and let it kill you”, de Tamara Alves, galeria Chiado Underscore, R. das Flores, n.º100

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Recompensa

Hoje tive uma surpresa que me deixou bastante contente. A Maria João Reis, que tem como hobby a pintura, enviou uma imagem de um belo quadro que pintou com base numa fotografia aqui publicada. Saber que a Arca inspira outros a criar e a olhar a natureza é, sem dúvida, enorme recompensa. João, obrigado!

Quadro e foto: Maria João Reis

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“Pôr-do-sol em Montmajour” – “novo” quadro de van Gogh

O Museu Van Gogh, em Amsterdão, anunciou ontem a descoberta de uma obra inédita do pintor holandês. Depois de, em 1991, a instituição rejeitar a autenticidade da obra por esta não estar assinada, “Pôr-do-sol em Montmajour” passou anos esquecida no sótão de um coleccionador norueguês. Agora, três investigadores da mesma instituição demoraram dois anos a autenticar a obra e atribuí-la a Vincent van Gogh (1853-1890). Pintada em 1888, retrata a paisagem de Arles, França, e pertence ao mesmo período dos famosos “girassóis”. O quadro estará em exposição a partir de 24 de Setembro.

Imagem: Van Gogh Museum

“As Idades do Mar”

A partir de amanhã pode visitar “As Idades do Mar” na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, exposição de pintura que conta com mais de 100 obras de vários autores, do século XVI ao século XX, entre os quais Turner, Manet e Monet, e os portugueses Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso e Maria Helena Vieira da Silva.

A Evasão de Rochefort, 1881 – Édouard MANET (1832-1883) | Paris, musée d’Orsay © 2012. White Images/Scala, Florence

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Desmond Morris também pinta!

Conhecia o zoólogo e etólogo Desmond Morris por ser autor do best-seller  O Macaco nú (1967). No livro lê-se: “Sou zoólogo e o macaco pelado é um animal. É, portanto, caça ao alcance da minha pena e recuso-me evitá-lo mais tempo, só porque algumas das suas normas de comportamento são bastante complexas e impressionantes. A minha justificativa é que, apesar de se ter tornado tão erudito, o Homo sapiens não deixou de ser um macaco pelado e, embora tenha adquirido motivações muito requintadas, não perdeu nenhuma das mais primitivas e comezinhas”.

Agora soube que também pinta. A boa notícia é que os seus quadros estão em exposição em Lisboa, na Galeria 1 do ISPA (Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida), até 21 de junho. Morris selecionou os 17 quadros que vieram para Lisboa e fez questão de incluir a obra The Gathering (2004), tríptico de homenagem às tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch, em exposição no Museu Nacional de Arte Antiga.

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