Estorninho-preto: o “sósia” do melro

Nas cidades, onde é comum, geralmente forma pequenos bandos e vê-se sobretudo nos ramos das árvores mais altas ou nas antenas de televisão. No campo, junto a zonas cultivadas, aglomera-se em grupos de centenas ou milhares de indivíduos. 

Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Cabo Espichel, Sesimbra

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“Iluminar” – nova galeria em “Perspectivas”

Espreite a nova galeria – “Iluminar” – em Perspectivas.

Depois de fotografar o torcicolo fiquei à conversa no Parque das Conchas. Entretanto anoiteceu. Com Lua Nova, a única luz no parque vinha dos candeeiros. Folhas, azeitonas e até pessoas destacavam-se em contraluz. Quando incidia na água assemelhava-se a metal fundido – como a prata, o ouro, ou aquela liga estranha do filme Exterminador –, prestes a derreter folhas, ramos e penas.

O camuflado Torcicolo

Por vezes temos satisfação de encontrar nos parques urbanos aves pouco comuns. Neste caso, o factor sorte também foi importante, já que o torcicolo (Jynx torquilla) é difícil de detectar devido ao padrão da plumagem que se confunde com as ervas secas e com os troncos das árvores. O canto ajuda a identificá-los, mas é mais exuberante na primavera. Encontrei este torcicolo ontem, no Parque das Conchas. Caso se trate de um indivíduo migrador, abandonará o país até ao final do mês.

Torcicolo (Jynx torquilla), Parque das Conchas, Lisboa

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Papa-moscas-preto, a ave que anuncia o final do Verão

Setembro e Outubro são os melhores meses para observar o papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca), ave que permanece nos parques e jardins das cidades até Novembro. Como referi a propósito do outro papa-moscas, o cinzento, os machos de F. hypoleuca são pretos e fáceis de identificar (ainda não os vi), mas as fêmeas das duas espécies são facilmente confundíveis.

Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca), fêmea. Parque das Conchas, Lisboa

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Afinal, quantos ovos põe o ganso-do-Egipto?

Primeiro encontrei um casal de gansos-do-Egipto (Alopochen aegyptiacus) no jardim da Gulbenkian. Depois descobri outro no Parque das Conchas. Este último reproduziu-se e diligentemente cuidou da sua única cria. Pensei que a espécie poria 1 a 3 ovos, visto haver apenas um filhote. 

Gansos-do-Egipto (Alopochen aegyptiacus), Jardim Gulbenkian, Lisboa

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Onde estão os “Wallys”?

Em Novembro referi que, tal como acontece com o periquito-de-colar, é improvável que o exótico periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata) não se reproduza em Portugal. Na altura apenas encontrei um indivíduo desta espécie no Parque das Conchas, em Lisboa. Em Fevereiro deste ano tirei a foto em baixo – quantos periquitões consegue descobrir?

Periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata), Parque das Conchas, Lisboa

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“Cada cavadela, sua minhoca”

Qual o significado da expressão do título? “Descobrir faltas de alguém; cada coisa que se descobre é uma asneira”, explica Orlando Neves no livro Dicionário de expressões correntes (Editorial notícias, 2000). Não obstante, a frase lembra-me a habilidade dos melros em detectar e arrancar os anelídeos do solo.

Melro (Turdus merula), Parque das Conchas, Lisboa

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