Um visitante pouco habitual em Odivelas

A limpeza com retroescavadoras das margens e leito da ribeira de Odivelas causou forte impacto na avifauna e em espécies menos “móveis”, como os cágados, que deixei de ver nas últimas semanas. Ontem lá vislumbrei um, meio atarantado no meio do leito da ribeira, à procura de um local com profundidade suficiente para o tapar. Com as margens limpas, as aves andam de um lado para o outro à procura de abrigo e de locais para nidificarem ou caçarem. Ontem passou por lá um goraz. Foi a primeira vez que vi um na ribeira. Talvez tenha vindo de um outro ponto do curso de água em busca de um melhor habitat. Se hoje ainda lá estiver, tiro-lhe uma fotografia (esta foi tirada na Gulbenkian).

“Alice no País das Maravilhas”, em Odivelas

No livro de Lewis Carroll, Alice cai numa toca de coelho e entra no País das Maravilhas. Agora Alice está num túnel, junto à estação de metro de Odivelas, mas continua acompanhada de muitos personagens da estória, como o Coelho Branco, a Lagarta e o Gato de Cheshire. Esta peça carregada de pormenores é do artista Styler (aka, João Cavalheiro) e vale bem uma visita.

 

 

Aves do jardim Rio da Costa

Nos últimos dois meses a Primavera foi chegando ao jardim Rio da Costa, em Odivelas. No início de Fevereiro surgiram as primeiras crias dos patos-reais. No final de Fevereiro chegaram as andorinhas e as crias das galinhas-d’água. Entretanto a ribeira que corre ao longo do jardim está mais silenciosa: os numerosos guinchos, que ali passam o Inverno, voaram para o mar.

galinhadeagua

Segue-se a lista das espécies que vi no jardim em Fevereiro e Março.

ribeira_odivelas

Guarda-rios

Rabirruivo-preto

Pintassilgo

Felosa-comum

Alvéola-branca

Alvéola-cinzenta

Guincho-comum

Melro-preto

Gaivota-argêntea

Garça-branca-pequena

Fuínha-dos-juncos

Pato-real

Galinha-d’água

Chamariz

Toutinegra-de-barrete-preto

Andorinha-dos-beirais

Andorinha-das-chaminés

Pardal-comum

Pombo-doméstico

O escaravelho-vermelho e as palmeiras decepadas

Aterrou na minha varanda, mas não me lembrava da sua cara trombuda. Espreitei um guia de insectos da Europa e… nada. Finalmente, lá o descobri, numa página do Flickr dedicada a insectos. Dá pelo nome de escaravelho-vermelho, Rhynchophorus ferrugineus, é originário da Ásia, mas já existe em África e na Europa. E é o responsável pelo cenário desolador das palmeiras que se encontram decepadas de Norte a Sul do país e na Madeira.

escaravelho palmeira 1

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Estorninho-preto: o “sósia” do melro

Nas cidades, onde é comum, geralmente forma pequenos bandos e vê-se sobretudo nos ramos das árvores mais altas ou nas antenas de televisão. No campo, junto a zonas cultivadas, aglomera-se em grupos de centenas ou milhares de indivíduos. 

Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Cabo Espichel, Sesimbra

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“Aquela hora do dia” ou…

… “Sobre a vantagem de levar a câmera fotográfica para todo o lado”.

Ontem, ao final da manhã, saí para tratar de burocracias. Não levei a câmera, pelo que perdi a oportunidade de fotografar um pisco-de-peito-ruivo que permaneceu mais de 5 segundos a pouco mais de 1,5 metros de mim, e uma paineira que já perdeu quase todas as flores, as quais formam um tapete rosa em volta do tronco. Ao final do dia, conduzia de volta a casa, com a câmera pendurada ao pescoço. No pára-arranca lá consegui disparar uma vez a câmera em direcção ao pôr-do-sol. O resultado foi este (repare na nuvem-alforreca):

Nuvens fotogénicas (15): Cumulus com pileus

Na sexta-feira passada bastava olhar para o céu para “adivinhar” o mau tempo deste fim-de-semana. Como? Várias nuvens baixas apresentavam uma espécie de chapéu por cima, o qual é indicador do rápido crescimento da nuvem e da aproximação de uma tempestade.

Cumulus com pileus, Odivelas (Setembro de 2013)

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