Uma pausa com Miguel Torga

” (…) Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!”

Excerto do poema Conquista, de Miguel Torga, em Cântico do Homem (1950)

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Orvalho

“(…) Vivo a natureza integrado nela. De tal modo que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno (…)”

Miguel Torga in “Diário” (1942)

Azedas. Alcochete.