Fila para beber

Com a chegada do Verão bandos de Cacatuas rumam ao Lake Monger, Perth, Austrália. Água não falta, mas escasseiam locais “próprios” para beber. Daí que os poucos que existem sejam bastante concorridos. Comecei por fotografar o autêntico carrossel em que estas aves se envolvem, mas depois achei que faltava o som da algazarra que o acompanha. Em baixo encontra as fotos e o pequeno vídeo que gravei.

little corella

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Imperador Australiano e movimento de camuflagem

Em 1995 surgiu um novo conceito biológico: o movimento de camuflagem. O que é? Imagine que um animal quer perseguir uma presa sem ser detectado. A solução é mover-se de tal maneira que a presa “pense” que ele está parado, ou seja, que a retina da presa registe sempre a mesma imagem do predador, como se ele fosse um objecto imóvel na paisagem (tendo como referência a presa e outros objectos na paisagem).

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Garça-branca-pequena (Cromos repetidos #7)

A garça-branca-pequena (Egretta garzetta) já é nossa conhecida. A foto que tirei em Alcochete ilustrou um poema de Maria Lúcia Martins e, mais recentemente, veio à baila no post sobre a “prima” que tem quase o dobro do tamanha – a garça-branca-grande.

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Duelo ao entardecer: Willie Wagtail v Magpie-Lark

O frágil Willie Wagtail defende ferozmente o território e as crias. Nem sempre leva a melhor, pois geralmente enfrenta aves muito maiores do que ele. Ontem, ao final da tarde, assisti ao confronto entre o Willie e uma pega-cotovia fêmea.

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Galinha-d’água: a nossa tem riscas, a deles não

A galinha-d’água (Gallinula chloropus) é comum em Portugal. A versão australiana chama-se Dusky Moorhen (Gallinula tenebrosa). São muito parecidas, mas a plumagem desta última não tem as típicas riscas brancas nos flancos e é mais escura (daí o epíteto específico tenebrosa).

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Lagarta que imita o tronco do eucalipto

A camuflagem é a principal defesa da lagarta Entometa fervens, conhecida por “Gumtree Snout Moth”, ou seja, Traça-de-focinho-do-eucalipto. “Gumtree” é o nome genérico de várias espécies de eucaliptos que libertam uma seiva através de qualquer abertura na casca (e é também o nome do portal de vendas de artigos em segunda mão preferido dos australianos). A lagarta alimenta-se destes eucaliptos.

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Garça-branca-grande (Cromos Repetidos #6)

O Outono e o Inverno são as melhores alturas do ano para observar a garça-branca-grande (Ardea alba) em Portugal. Não é fácil, pois a espécie é rara no nosso país, mas o número de indivíduos invernantes tem aumentado desde a década de 80.

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Borboleta Dama Pintada (“Vanessa kershawi”)

A Dama Pintada (Painted Lady) – Vanessa kershawi – pertence ao mesmo género da borboleta preferida do escritor Vladimir Nabokov, mas é mais pequena – a envergadura máxima é de 5 cm – e “desbotada”.

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Cria de Caimão: um autêntico “patinho feio”

Como já referi, o caimão foi o tema do primeiro post da Arca. Na altura fotografei um adulto no Algarve. A primeira vez que vi uma cria foi aqui na Austrália. A cor vibrante da plumagem dos pais contrasta fortemente com o preto das crias. Se as patas dos adultos são “desproporcionadas”, as das crias parecem coladas ao tronco por engano…

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Cromos repetidos (#4): GALEIRÃO – cidadão do mundo

O galeirão (Fulica atra) já apareceu em alguns posts da Arca, mas nunca foi formalmente apresentado. Se já o viu – o que não é difícil, pois é uma ave bastante comum – por certo lembra-se das duas características que o tornam inconfundível: plumagem preta e bico e escudo frontal brancos.

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Libélula ou libelinha?

A libélula-azul-e-vermelha (red and blue damselfly) – Xanthagrion erythroneurum –, como nome indica, distingue-se pelo vermelho dos olhos, patas, cabeça, tórax e primeiros dois segmentos do abdómen, e pelos dois anéis azuis na parte posterior do abdómen. Mede 24 milímetros de comprimento.

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