Um poema em cada gaio

“(…) Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô (…)”

Antônio Gonçalves da Silva* (mais conhecido por Patativa do Assaré) in “Cante lá, que eu canto cá” (1978)

Gaio-comum (Garrulus glandarius). Quinta das Conchas

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O imitador

O gaio (Garrulus glandarius) é uma ave bastante comum na cidade. Habita jardins com arvoredo abundante e é fácil de identificar através das características penas azuis, que contrastam com o castanho do peito.O canto desta ave nem sempre é bom meio de reconhecer a sua presença já que imita outras aves e sons diversos, como o choro de um bebé ou um assobio. O vasto repertório de vocalizações é usado para ilustrar vários estados de espírito. Por exemplo, se estiver assustado pode imitar o som de um dos seus predadores.

Tem papel importante na dispersão de sementes e reflorestação, visto que é frequente enterrar bolotas e depois esquecer-se do local onde o fez.

Mede 33 a 36 centímetros e vive até 18 anos.