Palácio de Queluz: seres de pedra, lendas e jardins

Vale bem a pena (re)visitar o Palácio de Queluz, Sintra, embora esta talvez não seja a melhor altura para o fazer, já que os tapumes das obras escondem o edifício principal. Ainda assim, há muito para ver, tanto no interior como nos vastos jardins geométricos que abundam no exterior.

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Cemitério dos Prazeres: arte a céu aberto

“From my rotting body, flowers shall grow and I am in them and that is eternity.” Edvard Munch

“Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new.” Steve Jobs

 O surto de cólera de 1833, em Lisboa, obrigou à construção do Cemitério dos Prazeres. Hoje este cemitério é a última morada de algumas das mais proeminentes figuras da sociedade portuguesa, nomeadamente de artistas, escritores e políticos. E é uma autêntica galeria de arte a céu aberto, onde esculturas de diferentes períodos reflectem atitudes diversas perante a morte.

Em baixo encontra uma galeria.

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“Variety Place” – um parque infantil muito especial

Encontrei o Variety Place por acaso e foi uma muito agradável surpresa. Adjacente ao Kings Park, há várias razões para gostar deste parque infantil. Desde logo porque é acessível a crianças com mobilidade reduzida. Depois, pelo uso de materiais naturais, muitos deles reaproveitados.

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Dia de Camões – A Ilha dos Amores

Fotos tiradas na “Ilha dos Amores e Ninfas”, Parque dos Poetas, Oeiras

Estrofes do canto IX de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões

E pera isso queria que, feridas

As filhas de Nereu no ponto fundo,

D’ amor dos Lusitanos incendidas

Que vêm de descobrir o novo mundo,

Todas nũa ilha juntas e subidas,

(Ilha que nas entranhas do profundo Oceano terei aparelhada,

De dões de Flora e Zéfiro adornada);

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Esculturas com sabor a mar

Ontem (Domingo), ao final da tarde, passei por Dunsborough, pequena vila costeira
cerca de 250 km a sul de Perth, eleita em 1999 melhor destino turístico da
Austrália Ocidental. Conta com pouco mais de 3.000 habitantes, mas muitos têm
veia artística, como constatei através da exposição de esculturas de talentos
locais. O mar e os seres que o habitam são a fonte de inspiração para a maioria
das obras apresentadas. Ora veja:

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Esculpir com motosserra (Andanças 2013)

Parece impossível que os contornos delicados daquelas belas figuras de animais e de humanos extraídos da madeira resultem de algo tão rude como uma motosserra.

No entanto, é mesmo isso que acontece, ali bem à frente dos nossos olhos, graças ao talento de Nelson Ramos, 40 anos, entalhador e escultor de madeira.

Peça de Nelson Ramos. Andanças, Castelo de Vide (Agosto de 2013)

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