Quem não chora não mama

O “talhante” aqui do quintal lá arranjou companheira e reproduziu-se. Agora tem duas bocas esfomeadas para alimentar. Esfomeadas e barulhentas, sempre a reclamar por uma das iguarias que o jardim tem para oferecer: borboletas, lagartas, libélulas e gafanhotos. Estes últimos parecem ser um dos pratos predilectos da família.

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Fila para beber

Com a chegada do Verão bandos de Cacatuas rumam ao Lake Monger, Perth, Austrália. Água não falta, mas escasseiam locais “próprios” para beber. Daí que os poucos que existem sejam bastante concorridos. Comecei por fotografar o autêntico carrossel em que estas aves se envolvem, mas depois achei que faltava o som da algazarra que o acompanha. Em baixo encontra as fotos e o pequeno vídeo que gravei.

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Cacatuas-pretas: banquete com vista sobre a cidade

Perth, Austrália, é uma cidade essencialmente plana. O alto do Monte Eliza – onde fica o Kings Park – é uma das poucas excepções. Dali, os cerca de 5 milhões de visitantes que anualmente visitam o local têm vista privilegiada sobre o rio e a cidade. Se estiverem atentos também observam o bando de cacatuas-pretas-de-Carnaby que por ali se alimenta nas copas das banksias – na verdade, é difícil não reparar nelas devido ao barulho que fazem…

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Duelo ao entardecer: Willie Wagtail v Magpie-Lark

O frágil Willie Wagtail defende ferozmente o território e as crias. Nem sempre leva a melhor, pois geralmente enfrenta aves muito maiores do que ele. Ontem, ao final da tarde, assisti ao confronto entre o Willie e uma pega-cotovia fêmea.

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Galinha-d’água: a nossa tem riscas, a deles não

A galinha-d’água (Gallinula chloropus) é comum em Portugal. A versão australiana chama-se Dusky Moorhen (Gallinula tenebrosa). São muito parecidas, mas a plumagem desta última não tem as típicas riscas brancas nos flancos e é mais escura (daí o epíteto específico tenebrosa).

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Garça-branca-grande (Cromos Repetidos #6)

O Outono e o Inverno são as melhores alturas do ano para observar a garça-branca-grande (Ardea alba) em Portugal. Não é fácil, pois a espécie é rara no nosso país, mas o número de indivíduos invernantes tem aumentado desde a década de 80.

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Cacatua-preta de Carnaby: “casa centenária precisa-se!”

A imponente Cacatua-preta de Carnaby (Carnaby’s Black-cockatoo) – Calyptorhynchus latirostris – existe apenas no Sul da Austrália Ocidental e está ameaçada. A principal causa do declínio da população é a desflorestação e a consequente perda de habitat que, na prática, compromete dois factores essenciais à sobrevivência da espécie.

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Cromos repetidos (#4): GALEIRÃO – cidadão do mundo

O galeirão (Fulica atra) já apareceu em alguns posts da Arca, mas nunca foi formalmente apresentado. Se já o viu – o que não é difícil, pois é uma ave bastante comum – por certo lembra-se das duas características que o tornam inconfundível: plumagem preta e bico e escudo frontal brancos.

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