Avieiros: história e preservação da memória

O saveiro era um dos barcos que tinha de entrar no livro “Barcos – Mar de Imagens e Palavras”. (re)Descobri-o quando escrevi uma reportagem sobre os avieiros do Tejo. Em baixo encontra o texto integral, que foi publicado em 2009 na revista Gingko. Desta vez ilustram-no fotografias que tirei na aldeia da Palhota.

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Uma pausa com Alves Redol

Diz o Mestre Feliciano à afilhada:

“«O Mar e a Lua são companheiros. Andam sempre juntos. É um casal que se entende bem. Quando a Lua se zanga, o Mar escoicinha. E a gente é que paga. O Mar tem oito dias de refôlego e oito dias a morrer. No quarto crescente tem pontas de maré; no quarto minguante as águas estão mortas; andam fracas e o teu pai traz o saco da rede sem peixe. É uma coisa que me quebra a cabeça, esta da Lua e do Mar. Tão longe um do outro… Naturalmente é por isso que se dão bem.»”

Alves Redol, em Avieiros (1942).

Lua e Mar

Fotomontagem