Lugares

ESTREMOZ (PORTUGAL)

Estremoz – cidade que recebeu o foral em 1258 e que pertence ao distrito de Évora – merece bem uma visita. A cada esquina encontramos um pedaço de História; a cada local elevado deparamo-nos com a beleza da imensa paisagem alentejana.

 

CAPE NATURALISTE (AUSTRÁLIA)

É o ponto mais ocidental da Austrália, e é de uma beleza arrebatadora. Entre Setembro e Novembro é ponto de passagem para as baleias que se dirigem à Antárctida.

EVORAMONTE (ALENTEJO)

Antes mesmo de o visitar, o castelo de Evoramonte já fazia parte do meu imaginário. Responsáveis? Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e a colecção “Uma aventura…”. Evoramonte é uma pequena pérola do nosso património. A vista para a Serra d’Ossa é de cortar a respiração e o imponente castelo – cuja construção remonta a 1160 – esconde pormenores deliciosos em cada divisão.

 

CANAL ROCKS, BUSSELTON (AUSTRÁLIA)

Quando cheguei a Canal Rocks, perto de Dunsborough, hesitei entre seguir pela esquerda, onde um maciço de rocha avermelhada divide a atenção com a água que corre entre canais de rochas esculpidas pela força do mar, ou pela direira, onde uma praia paradisíaca convida a um mergulho imediato. Optei pelas rochas, pois existem muitas  praias semelhantes ao longo da costa (sei que em Portugal é Inverno, pelo que lamento esta “provocação”). Estas rochas nasceram há 750 milhões de anos. De origem granítica, transformaram-se em gneisse (rocha estratificada) há 250 milhões de anos, devido à alta pressão e à alta temperatura resultante da colisão com a Índia.

 

 

LAGOA AZUL, SINTRA

O dia acabou de nascer, mas à medida que subo a Serra de Sintra o relógio parece andar para trás. A neblina adensa-se e a paisagem volta a mergulhar nos tons escuros da noite. Finalmente, passada uma hora, os raios de sol devolvem as cores e a forma aos diferentes elementos da paisagem, como as raízes dos pinheiros que irrompem do chão. As raízes são um dos agentes erosivos que desbastam o granito, originando as areias e argilas que impermeabilizam o solo e viabilizam a existência da lagoa.

 

PRAIA RIBEIRA DO CAVALO, SESIMBRA

Um paraíso escondido, onde as águas cristalinas verdes e azuis e a paisagem em redor mais do que compensam o difícil acesso. Situa-se a Oeste de Sesimbra, entre o Forte do Cavalo e o Cabo Espichel.

 

ÉVORA, AO LUSCO-FUSCO

Cheguei a Évora já depois do sol posto, mas, antes de jantar com a minha irmã mais velha (a quem dedico esta galeria), ainda tive tempo – mais do que os 5 a 7 minutos do lusco-fusco – para tirar algumas fotos. Esta cidade alentejana mais do que compensa a falta de um rio e de mar com a deliciosa gastronomia e o riquíssimo património edificado, que lhe vale o título de Cidade-Museu e cujo centro histórico recebeu o “selo” da UNESCO de Património Cultural da Humanidade.

 

 

OCEANÁRIO, LISBOA

Com 1 milhão de visitantes anuais o Oceanário de Lisboa é uma das principais atracções da capital. Inaugurado durante a Expo98, retrata a vida no oceano (Atlântico Norte, Antárctico, Pacífico Temperado e Índico Tropical), essa massa única de água salgada a que os humanos atribuíram fronteiras. Além da componente educativa e da de sensibilização ambiental o “colabora com várias instituições em projectos de investigação científica, de conservação da biodiversidade marinha e que promovam o desenvolvimento sustentável dos oceanos”, lê-se no site do aquário.

 

GOUVEIA, SINTRA

Pequena povoação rural, quase à beira-mar plantada, é conhecida como a “aldeia em verso”. Porquê? As placas toponímicas das ruas e largos contêm versos que orientam o visitante e contam a história e os costumes de quem ali vive(u). A originalidade das placas vale bem uma visita, mas Gouveia tem muito mais para ver.

 

 

PARQUE DOS POETAS, OEIRAS

É um jardim que convida a desfrutar do sol, a repousar, a reflectir e, claro, a ler poesia, tudo na companhia daqueles que são maiores “do que os homens”, que mordem “como quem beija”, que têm “de mil desejos o esplendor”. Inaugurado em 2003, o Parque dos Poetas, em Oeiras, homenageia a poesia e os seus principais vultos na língua portuguesa. Para já, 20 figuras do século XX estão retratadas em estátuas da autoria de Francisco Simões, escultor a quem, em conjunto com o escritor David Mourão Ferreira, se deve a ideia deste Parque. Nos actuais 10 hectares do jardim cada poeta tem uma “ilha”, onde pequenos detalhes evocam a sua obra.  Numa segunda fase o Parque terá mais 15 hectares e mais 40 poetas. Para a semana, no dia 16 de Fevereiro, será inaugurada a “Ilha dos Amores”, espaço de homenagem a Luís de Camões, inspirado no canto IX de Os Lusíadas.

 

QUINTA DAS CONCHAS (LISBOA), NO OUTONO

Os 24 hectares do parque da Quinta das Conchas, no Lumiar, fazem dele o 3.º maior espaço verde da capital, atrás de Monsanto e da Bela Vista. Inaugurado em 2006, resulta da junção de duas quintas: a dos Lilases e a das Conchas, que remonta ao século XVI. No Outono o espaço vibra com 1001 tons de amarelo e vermelho, que despontam nas inúmeras árvores do jardim e da mata, e tingem as várias manchas de água existentes no parque. Uma dessas manchas é o lago da Quinta dos Lilases, cujas duas ilhas simbolizam São Tomé e Príncipe.

 

FLUVIÁRIO DE MORA, MORA

Ideia fantástica, executada de forma não menos brilhante. Primeiro grande aquário de água doce da Europa, inaugurado em 2007, leva-nos numa viagem pelos habitats e espécies (fauna e flora) de um rio, da nascente até à foz. É oportunidade única para observar de perto vários animais que compõem a biodiversidade portuguesa, de forma lúdica e educativa. Neste “oceanário” fluvial encontram-se também espécies de ecossistemas longínquos, como a piranha e o peixe-gato. Além de peixes, répteis e anfíbios, as lontras, irrequietas e brincalhonas, fazem as delícias de todos os visitantes. O próprio edifício, vencedor de vários prémios de arquitectura e museologia, merece um olhar mais demorado. Site: www.fluviariomora.pt.

 

PRAIA DAS BICAS, SESIMBRA

Agosto, fim-de-semana. No extenso areal da lindíssima praia das Bicas não falta espaço para desfrutar do Sol. Situada entre a praia do Meco (a norte) e a praia da Foz (a sul), em Sesimbra, é muito procurada por praticantes de surf, bodyboard e parapente. Do cimo da falésia obtém-se uma perspectiva diferente da paisagem: o mar revolto cresce no espaço destinado ao céu e parece engolir os minúsculos banhistas.

 

ILHA DESERTA, FARO

No Algarve, em Agosto, nem sempre é fácil encontrar uma praia com espaço para estender a toalha e sem vizinhos barulhentos num raio de 10 metros. Ouvir o mar, e só o mar, é um pequeno luxo, acessível na Ilha Deserta pela módica quantia de 10 euros (viagem de barco, ida e volta). Situada em pleno Parque Natural da Ria Formosa, em Faro, a Deserta brinda-nos com 11 quilómetros de areia branca, a maioria dos quais desprovidos de vivalma. O percurso de barco pelos canais da Ria – mais rápido e empolgante se realizado num semi-rígido – permite observar várias aves, como cegonhas, colhereiros, gaivinas, pernas-longas e maçaricos. O barco atraca à entrada da barra formada pela Ilha do Farol, do lado esquerdo, e pela Deserta, do lado direito, onde silhueta do restaurante Estaminé atrai o olhar. Além das barracas dos pescadores, a mão humana nota-se no passadiço que percorre a orla norte da ilha e, no extremo oeste, atravessa-a até ao sul. Ao final do dia, quando os veraneantes se apressam a apanhar o último barco, a barra, que durante o dia assistiu à constante entrada e saída de veleiros, saúda os pescadores que iniciam mais uma noite de trabalho.

 

TAPADA DE MAFRA

A cerca de 30 km de Lisboa, a Tapada Nacional de Mafra oferece inúmeros actividades em contacto com a natureza. Esta área murada, construída por ordem de D. João V, possibilita a fácil obser vação de várias espécies da fauna portuguesa, como veado, javali, gamo, águia-de-Bonelli, lagartixa-do-mato e rã-verde. Veja aqui na Arca o post Tapada de Mafra e, prepare a sua visita em www.tapadademafra.pt.

 

PRAIA DA FOZ, SESIMBRA

No domingo (13 de Maio), no final de um dia muito nublado, fui até à Praia da Foz, em Sesimbra. Escondida atrás de montes encavalitados uns nos outros, a Foz situa-se a sul da Praia das Bicas e está resguardada dos ventos pelas falésias. Um tronco na berma do pequeno parque de estacionamento lembrou-me um insecto gigante de um qualquer filme de ficção científica. Ao lado do tronco, um casal de cartaxos (Saxicola torquata) aproveitava os últimos raios de luz para caçar. Primeiro vi o inconfundível macho, de cabeça preta e peito arruivado, empoleirado num raminho. Depois a fêmea, de cabeça castanha e tom do peito mais esbatido. A praia é um estímulo para a vista. À entrada e à esquerda, a seguir ao monte verdejante, o chão é de pedra porosa; à direita encontra-se o areal, emparedado por uma falésia. À frente, o mar, que aqui e ali reflecte cada um dos ambientes anteriores.

 

ALGARVE, NO INVERNO

É uma região estranhamente diferente daquela que conhecemos no Verão. A muito menor densidade humana torna-o mais nosso: As distâncias encurtam, o tempo estende-se e detemo-nos em pormenores antes escondidos pela massa de gente. Num dia de sol, só sentimos mesmo falta da água quente.

 

SILVES – A histórica Silves merece bem uma visita. A enorme estátua de D. Sancho I à entrada do Castelo de Silves, através da inscrição: “PORTUGALLIS, SILVIS ET ALGARBII REX 1189”, anuncia a viagem no tempo que se inicia para lá das muralhas.

 

 

QUINTA DA REGALEIRA (SINTRA)