Birdwatching (e não só) na Lagoa da Estacada

A famosa Lagoa de Albufeira, em Sesimbra, é na verdade um conjunto de três lagoas: a Grande, a Pequena e a da Estacada. O Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena fica perto da estrada para Sesimbra e permite aceder a três observatórios de aves.

lagoa da estacada 1

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Ribeiro Telles vence “Nobel” da Arquitectura Paisagística

O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi hoje distinguido pela Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA) com o Prémio Jellicoe, em Auckland, Nova Zelândia. “Este prémio representa a maior honra que a IFLA pode conceder e reconhece um arquitecto paisagista, cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão de Arquitectura Paisagista”, lê-se no comunicado da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (cujo presidente receberá o galardão em nome de Ribeiro de Telles).

Gonçalo Ribeiro Telles (foto: CorreiaPM)

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A polígama fuinha-dos-juncos

A fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis) é mais fácil de detectar do que de observar. Por um lado tem um voo característico, ondulante, como se a cada segundo caísse num mini-poço de ar, assinalando cada percalço com uma nota curta e aguda. Por outro, é uma ave pequenina (10 cm) e muito reservada, o que dificulta a observação das típicas riscas da cabeça e do dorso, e da mancha clara em torno do olho.

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“Botânico” – nova galeria

Espreite a nova galeria, “Botânico”, em Perspectivas. Tirei este conjunto de fotos no Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa. A enorme densidade de “verde” estende-se até vários metros de altura e cria um tecto natural, que esconde e filtra a luz do Sol. Neste jogo de sombras o preto torna-se protagonista da paisagem e emoldura caminhos, flores e folhas.

Vale a pena protestar

O melro-preto (Turdus merula) é uma das aves mais fáceis de identificar. “Toda a gente sabe que ele é negro, e que seu bico se torna amarelo com a idade”, escreveu o naturalista francês Pierre Belon, em 1555. Convém acrescentar que as fêmeas e os juvenis são de cor castanha.

Também convém recordar o episódio surreal ocorrido o ano passado em torno desta espécie, e que revela como políticos com responsabilidade directa pela natureza têm um desconhecimento profundo de como funciona um ecossistema. Em resumo, o anterior governo decidiu permitir a caça ao melro para “aliviar os trabalhos dos serviços da Autoridade Florestal Nacional na atribuição de licenças de espantamento”. Ou seja, o coitado do bicho era um empecilho à papelada. Ambientalistas, caçadores e cidadãos uniram-se contra esta medida. Uma petição pública com mais de 6 000 assinaturas foi entregue ao novo executivo que, em Agosto, retirou o melro da lista de espécies que se podem caçar.

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Omnipresentes por um dia

E se pudéssemos ver tudo o que se passa no planeta num período de 24 horas? One day on Earth (Um dia na Terra) filme com estreia internacional marcada para amanhã, 22 de Abril (Dia Mundial da Terra) faz isso mesmo. O projecto megalómano de Kyle Ruddic e Brandon Litman é o resultado de 3 000 horas de filmagens realizadas por mais de 19 000 pessoas, em todo o mundo, no dia 10 de Outubro de 2010. O filme é patrocinado pelas Nações Unidas e por 60 organizações sem fins lucrativos. A estreia ocorre em várias localidades, em mais de 160 países. As sessões são gratuitas. Lista de locais onde pode ver o filme, aqui.

Vejam o trailer:

http://vimeo.com/37157765

O Graal da decoração

Em Portugal continental há duas espécies de osgas: A osga-comum (Tarentola mauritanica) e a osga-turca (Hemydactylus turcicus). A da foto é uma osga-comum, que é abundante no centro e sul, e mais rara no norte do país. Já a osga-turca encontra-se na região sul, o que significa que há uma área onde as duas se sobrepõem.

No entanto, há algumas características morfológicas que permitem distingui-las. Por exemplo, a osga-turca tem a pele mais lisa e as lamelas digitais (plantas dos dedos) estão divididas em duas filas, enquanto que na osga-comum têm apenas uma fila (vê-se na imagem, na pata dianteira direita).

As osgas têm vários dons peculiares, como mudar de cor consoante o estado de espírito ou a superfície onde se encontram, e separar de forma voluntária a cauda do corpo como meio de defesa – capacidade denominada de autotomia). Mas há uma habilidade que há muito ocupa cientistas de todo o mundo: treparem e agarrarem-se a tectos e paredes.

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