Perth, 1962, VII Jogos da Commonwealth e do Império Britânico (selos)

Perth. 1962.

A Arca chegou a Perth, Austrália. Para assinalar a data escolhi este selo referente aos VII Jogos da Commonwealth e do Império Britânico. Como esperado, o “perfil” da cidade está diferente da gravura no selo. Em baixo encontra três fotos “fresquinhas” de Perth.

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Fungos (Selos – URSS)

URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1964). Série incompleta (falta o selo de 12 kopeks).

Curiosidade: Há uns meses (julgo que numa saída de campo organizada pelo Grupo Flamingo), alguém referiu que, em Portugal, muitas das intoxicações resultantes da ingestão de cogumelos silvestres não comestíveis ocorrem com cidadãos provenientes da Europa de Leste. Isto porque, embora estejam habituados a reconhecer os cogumelos comestíveis no país de origem, cá existem espécies muito semelhantes, mas não comestíveis.

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Abetarda (Selos – Espanha)

Abetarda (Otis tarda), Espanha, 1971.

A abetarda (Otis tarda) é a maior ave voadora da Europa. O macho tem 1 metro de comprimento, 2,3 metros de envergadura e pesa até 16 quilos. A fêmea tem plumagem menos vistosa e é mais pequena: mede até 80 centímetros de comprimento, 1,8 metros de envergadura e pesa cerca de 5 quilos. Por cá a espécie existe nas estepes cerealíferas de Castro Verde, Cuba, Cabo Maior, Elvas e Mourão.

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Abibe – selos da Polónia

Abibe (Vanellus vanellus). Polónia. 1964.

O penacho espampanante e a plumagem verde e preta tornam o abibe-comum (Vanellus vanellus) inconfundível. É mais abundante no Outono e no Inverno, mas existe em Portugal durante todo o ano, principalmente na metade sul do país, em prados junto a zonas húmidas. Mede 30 centímetros de comprimento.

 

O estranho caso da acácia que assobia, do elefante e da formiga (Selos – Uganda)

Acácia (Acacia drepanolobium). Uganda. 1969.

O surpreendente assobio até é um dos factos menos extraordinários desta história.

A acácia “assobiadora” (em inglês, “Whistling thorn”), Acacia drepanolobium, deve o nome ao som produzido pela passagem do vento nas galhas esburacadas que existem na base dos espinhos. As aberturas desta ocarina vegetal são portas feitas por formigas que vivem nas galhas. A generosidade da acácia para com as formigas não se fica pelo alojamento: a árvore também fornece alimento sob a forma de uma secreção de néctar. Na verdade, esta generosidade esconde um propósito mais interesseiro por parte da acácia, que é o de defender-se do “ataque” de herbívoros. Os espinhos que crescem aos pares nos nódulos dos ramos não dissuadem os elefantes de consumir as folhas desta árvore. No entanto, os poderosos elefantes recuam perante a ameaça das minúsculas formigas. Tal acontece porque estes insectos entram na tromba do paquiderme e ferram o tecido que, ali, é extremamente sensível.

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Borboleta Apolo – Bulgária (selos)

Borboleta Apolo (Parnassius apollo). Bulgária. 1962. 

Moeda: Lev búlgaro (1 lev = a 100 stotinki).

Esta espécie ameaçada – a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) considera-a Vulnerável – habita em áreas montanhosas na Europa e na Ásia. Por pouco não existe cá, já que a sua área de distribuição inclui Espanha. Pertence à família Papilionidae, a mesma da borboleta-zebra e da borboleta-cauda-de-andorinha.

A inimaginável Welwitschia – selos de Angola

Welwitschia mirabilis – 1.º centenário da sua descoberta (1859-1959)

A Welwitschia mirabilis é absolutamente única. Esta planta que habita o deserto do Namibe, em Angola e na Namíbia, vive mais de 1.500 anos e remonta ao Cretácico Inferior (entre 99,6 milhões de anos e 65,6 milhões de anos atrás). Tem apenas duas folhas, mas estas crescem continuamente e chegam a ter 4 metros de comprimento. Como acabam por se desfiar em várias bandas criam a ilusão de existirem várias folhas.

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Peixe-dragão-leão – Tanzânia (selos)

Pterois volitansTanzânia. 1967. Moeda : xelim tanzaniano

Nativo dos oceanos Pacífico e Índico, o exuberante peixe-dragão-leão (Pterois volitans) foi introduzido nas águas da Flórida no início dos anos 90. De então para cá tornou-se uma ameaça ao delicado ecossistema tropical do Mar das Caraíbas. Sem predadores – mesmo que outros animais o reconhecessem como presa não ousariam enfrentar os enormes espinhos venenosos – a sua densidade populacional aumentou, diminuindo a das espécies de que se alimenta.

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Fauna de Angola (selos)

Angola. 195320 selos (série completa).

Moeda: Angolar – 1 angolar (Ags.) = 100 centavos (CTS.)

Estes selos são, provavelmente, a memória mais antiga que tenho da riquíssima fauna angolana. O tamanho terá sido o principal critério na escolha das espécies que figuram nesta série de 1953. “Os mais corpulentos animais selvagens existentes em Angola estão representados na presente emissão de selos, e são (por ordem de taxas na série): Leopardo, palanca, elefante, gunga, crocodilo, impala, zebra, sitatonga, rinoceronte, guelengue, leão, búfalo, cabra de leque, gnu, vaca do mato, facochero, burro do mato, hipopótamo, ungiri e girafa”, enumera o filatelista Carlos Kullberg, em Selos de Angola e Congo (1870-1974)Continue reading

Poupa – Botswana (selos)

Poupa (Upupa epops). Botswana. 1967.

A poupa é uma das mais belas aves da nossa fauna, e é fácil de identificar através da imponente crista, do padrão branco e preto das asas, da cor ocre, e do chamamento que soa ao nome científico (hu-pu-pu). Podemos observá-la durante todo o ano no sul do país, onde prefere áreas de montado e zonas perto de campos agrícolas. No norte é mais frequente nos meses de Março a Setembro. Alimenta-se de minhocas, insectos e pequenos répteis.

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