Arca no “Le Monde Diplomatique – edição portuguesa”

A edição deste mês do jornal Le Monde Diplomatique – edição portuguesa inclui um texto sobre Perth da autoria do jornalista Maxime Lancien. A minha pequena contribuição para o artigo, intitulado Ser mineiro e rico na Austrália, são as quatro imagens que o ilustram (muito obrigado à direcção do Le Monde Diplomatique por esta oportunidade). Entretanto, e em jeito de celebração do Dia Internacional da Fotografia, o jornal sugeriu que fizesse um pequeno filme de apresentação desta bela localidade. Eis o vídeo:

 

Arca Pert(h)o de Darwin

Obrigado pela sua paciência. Por certo notou a ausência de posts nos últimos dias. Acontece que foi uma semana muito intensa de preparativos para uma looooooonga viagem: a Arca está temporariamente na Austrália e ficará algum tempo em Perth. Espero que esta mudança seja positiva para si. Além dos posts que continuarão a surgir sobre Portugal (com o habitual contributo de autores convidados) conhecerá algumas paisagens, seres e peculiaridades deste lado da ilha banhado pelo Índico.

 

Nelson Mandela (1918-2013)

“We’re living in a strange time
working for a strange goal
We’re living in a strange time
working for a strange goal
We’re turning flesh and body
into soul”

Strange Boat, The Waterboys

O “estranho barco” em que a Humanidade navega acaba de perder o seu mais ilustre farol. Num tempo em que agências de rating destroem a vida de milhões de cidadãos; num tempo em que faltam líderes merecedores de adjectivos como coerente, honrado, honesto, justo e até inteligente; num tempo em que os interesses económicos sobrepõem-se a interesses políticos, sociais e ambientais; num tempo em que a inclusão, por exemplo, no mercado de trabalho, depende de quem se conhece ou do mínimo a que se está disposto a receber em vez de depender do mérito; num tempo em que as eleições registam abstenções acima dos 75%; …; num tempo assim, Nelson Mandela faz mais falta do que nunca. RIP.

Nelson Mandela (1994). Foto: Paul Weinberg

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Vítor Almada – R.I.P.

Só hoje soube que o Professor Vítor Almada faleceu na semana passada, dia 27 de Setembro. A ciência portuguesa está (muito) mais pobre. Estive com ele apenas duas vezes. A segunda foi na apresentação de uma tese de licenciatura na Faculdade de Ciências de Lisboa (julgo que ele era o orientador externo). A primeira foi anos antes, no meu 3.º ou 4.º ano de faculdade, quando ele teve a gentileza de nos dar uma aula de Etologia, a convite do nosso professor, Luís Vicente. Foi-nos apresentado como um dos mais importantes investigadores na área do comportamento animal em Portugal (estatuto que foi solidificando com o passar dos anos). Lembro que foi bastante afável e que nos deu uma aula muito interessante sobre comportamento de peixes, a sua especialidade. Mas deu-nos acima de tudo uma gigantesca lição de vida: nenhum obstáculo é suficientemente grande para impedir-nos de fazer aquilo de que mais gostamos, e fazê-lo de forma excelente. O Professor Vítor Almada era cego.

Aqui fica o comunicado do ISPA (Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida):

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Evolução, invasoras e a publicação anteriormente conhecida por “jornal de referência”

aqui falei da relação difícil entre o jornalismo e a natureza. Essa dificuldade estende-se a outras secções dos media e tende a agravar-se à medida que cada vez mais bons jornalistas são despedidos, e depois substituídos por estagiários não remunerados, que ficam apenas três meses nas redacções. As duas “gafes” seguintes ocorreram no jornal Público – supostamente o diário nacional de referência –, uma no final de Junho e outra em meados deste mês.

Chorão-das-praias, Ericeira

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Arca de volta

Depois de alguns dias sem conseguir colocar posts devido a problemas no servidor – espero que estejam resolvidos -, a Arca está de volta. O próximo post segue dentro de momentos.

Prémio “Mulheres na Ciência” 2012

Parabéns às três vencedoras das Medalhas de Honra L’Oreál Portugal para as Mulheres na Ciência. Entregues na quarta-feira, 16 de Janeiro, distinguiram Ana Abecasis, 33 anos, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Ana Ribeiro, 32 anos, do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa, e Leonor Morgado, 29 anos, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Cada premiada recebeu 20.000 euros.

Cerimónia de entregue dos Prémios. Ana Ribeiro, Ana Abecasis e Leonor Morgado (da esquerda para a direita). Na foto também estão António Ribeiro, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Rodrigo Pizarro, country manager da L’Oréal Portugal, e Paulo Pereira, vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (da esquerda para a direita). Foto: L’Oreál Portugal

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