O ameaçado opossum-cauda-de-anel-ocidental (“Pseudocheirus occidentalis”)

O objectivo principal do “safari nocturno” era encontrar um opossum, animais activos durante a noite. Aqui, no sudoeste da Austrália Ocidental há duas espécies: o cauda-de-anel-comum (Pseudocheirus peregrinus) – common ringtail possum – que, como o nome indica, é bastante frequente; e o cauda-de-anel-ocidental (Pseudocheirus occidentalis) – western ringtail possum -, ameaçado, com estatuto de conservação “Em Perigo”.

western ringtail possum 1

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Heirisson Island: a ilha dos cangurus

Do centro de Perth, Austrália, até à Heirisson Island são pouco mais do que de 10 minutos a pé. Situada no rio Swan, a principal atracção desta ilha, com tamanho equivalente a 70 campos de futebol, é a população de cangurus-cinzentos (Macropus fuliginosus) que, desde 1998, ocupa metade da área. Mas há outras.

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Diabo da Tasmânia: em perigo de extinção

Como o nome indica, o diabo-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) existe apenas na Tasmânia, ainda que há 3.000 anos ocupasse o resto da Austrália. O actual estatuto de conservação – Em Perigo – deve-se à redução populacional que se acentuou nos finais da década de 90 do século passado, devido ao aparecimento de um tumor facial transmissível através do contacto físico.

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Surpresa ao anoitecer – golfinhos no rio Swan

Naquele final de dia o rio Swan era um imenso espelho que reflectia os tons rosas de um “vanilla sky”. Estava junto à margem, entretido a fotografar gaivotas, quando ouvi o barulho de um mergulho. Ao olhar na direcção do som apenas vi um vulto dissolver-se água adentro.

Tursiops aduncus 1

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Numbat – marsupial em perigo

O Numbat (Myemecobius fasciatus),  marsupial de hábitos diurnos, seduz-nos com os seus enormes olhos e delicado focinho. É pequenito – 20 a 27 centímetros de comprimento e 400 a 700 gramas de peso -, de cor castanha-avermelhada, com uma risca preta que atravessa o olho e vai da orelha até ao focinho, e riscas pretas e brancas nas costas.

numbat 1

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“Filhos do Auroque – Viagem pelas Raças Portuguesas de Bovinos” já está nas bancas

Fotos: Joaquim Pedro Ferreira

A nossa já conhecida e profícua dupla – Paulo Caetano e Joaquim Pedro Ferreira – acaba de editar mais um livro sobre o património natural português. Desta vez a obra, com a chancela da Bizâncio, conta com uma terceira autora: Catarina Ginja, engenheira zootécnica, actualmente a realizar um pós-doutoramento no Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Raça Maronesa

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Observação de golfinhos – e não só – em Sagres (post convidado)

Texto e ilustração: Miguel Appleton Fernandes (16 anos, estudante, 11º ano da área de Ciências e Tecnologias, Salesianos de Lisboa)

Dia 4 de Setembro cheguei a Sagres, acompanhado de alguns familiares. No porto da Baleeira, várias empresas realizam actividades de observação de espécies marinhas (nomeadamente cetáceos e tubarões, entre outros). Na empresa Mar Ilimitado, conhecemos as três biólogas que coordenam as actividades desta empresa e, antes de embarcarmos, foi-nos feito um briefing sobre as espécies mais avistadas (no verão, altura de maior actividade da empresa) junto à costa, sendo elas, por ordem decrescente de avistamentos: o golfinho-comum, o roaz, a baleia-anã e o boto.

Golfinho-comum (Delphinus delphis), Sagres. Foto: Cristina Appleton Fernandes

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Dia Mundial de dois hominídeos

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Humanitário e o Dia Mundial do Orangotango (Pongo sp.). O primeiro, criado em 2008 pelas Nações Unidas, homenageia todos os funcionários desta organização que perderam a vida em missões humanitárias. O segundo, sensibiliza-nos para a necessidade de proteger estes hominídeos – cujo nome de origem malaio significa “pessoas da floresta” e com os quais partilhamos 97% de ADN –, que estão à beira da extinção devido às actividades de outro hominídeo: nós, os humanos.

Orangotango-de-Sumatra (Pongo abelii), Lisboa (Dezembro de 2012)

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Olinguito: novo carnívoro, velho conhecido

Nos anos 60 e 70 do século passado Ringerl, uma fêmea adulta, andou de zoo em zoo (Louisville, Tucson, Smithsonian e Bronx) pela mão de bem intencionados tratadores que a emparelhavam com olingos machos, mas sempre sem conseguir engravidar. Ontem, um artigo publicado na ZooKeys, desvendou o mistério da “infertilidade” de Ringerl: ela não era um olingo, mas sim um olinguito (Bassaricyon neblina), nova espécie de mamífero carnívoro descoberta no Novo Mundo nos últimos 35 anos.

Ringerl, a donzela. Foto: Poglayen-Neuwall, 1976, Zoo de Louisville

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