O escaravelho-vermelho e as palmeiras decepadas

Aterrou na minha varanda, mas não me lembrava da sua cara trombuda. Espreitei um guia de insectos da Europa e… nada. Finalmente, lá o descobri, numa página do Flickr dedicada a insectos. Dá pelo nome de escaravelho-vermelho, Rhynchophorus ferrugineus, é originário da Ásia, mas já existe em África e na Europa. E é o responsável pelo cenário desolador das palmeiras que se encontram decepadas de Norte a Sul do país e na Madeira.

escaravelho palmeira 1

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Borboleta da sardinheira – uma espécie “nova” em Portugal

Existe em Portugal há mais ou menos 15 anos. Originária da África do Sul, a exótica borboleta-do-gerânio (ou borboleta-da-sardinheira) – Cacyreus marshalli – terá entrado na Europa em 1990, à boleia de um carregamento de gerânios com destino a Espanha.

borboleta geranio 1

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A Rola que ri

A rola-do-Senegal (Streptopelia senegalensis) – encontra-a no Guia de Aves da FAPAS – já foi avistada em Portugal (duas vezes até 2009), mas provavelmente tratavam-se de animais domésticos que fugiram (ou foram libertados) do cativeiro. Assim, pertence à Categoria D, ou seja, espécies cuja observação foi confirmada pelo Comité Português de Raridades, mas duvida-se da sua origem “selvagem”.

laughing dove 1

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Obviamente Alentejo!

Ainda soudo tempo da moda de criar avestruzes em Portugal, negócio que prometia ser autêntica galinha dos ovos de ouro. Sim, porque no bicho tudo se aproveitava:
carne, penas e ovos que alimentavam famílias inteiras. Os bifes não eram maus –
um bocado rijinhos -, mas, pelo que vejo, lá foram desaparecendo das
prateleiras dos supermercados. Certo é que a imagem de uma avestruz a
“galopar” livre num qualquer montado alentejano era, e é,
desconcertante.avestruz 1 Continue reading

O raro e exótico mainá-de-crista

No final de Setembro, estava eu em Belém a (tentar) aprender a técnica de panning (ver última foto) quando vi duas aves pretas a caminhar de forma desengonçada na relva. Pareciam melros, mas assim que voaram revelaram proeminentes manchas brancas na parte inferior das asas. Quando poisaram, vi que também tinham uma exuberante crista junto ao bico. 

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Outra melaleuca de “interesse público”

Tal como a melaleuca (Melaleuca armillaris) do jardim Eng. Luís Fonseca, em Setúbal, também esta é uma árvore exótica, de origem australiana, mas pertence à espécie Melaleuca styphelioides e vive em Lisboa, no jardim do Constantino.

Melaleuca (Melaleuca styphelioides), jardim do Constantino, Lisboa

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A paineira e o periquitão

Já falei da paineira (aqui e aqui) e do periquitão-de-cabeça-azul (aqui e aqui). Ontem, no jardim que fica à saída do Metro em Telheiras, encontrei os dois juntos. Ambos exóticos, de origem sul-americana, lá estavam em pleno Novembro a emprestar um colorido tropical à paisagem.

Periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata), Telheiras, Lisboa

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Onde estão os “Wallys”?

Em Novembro referi que, tal como acontece com o periquito-de-colar, é improvável que o exótico periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata) não se reproduza em Portugal. Na altura apenas encontrei um indivíduo desta espécie no Parque das Conchas, em Lisboa. Em Fevereiro deste ano tirei a foto em baixo – quantos periquitões consegue descobrir?

Periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata), Parque das Conchas, Lisboa

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Periquitão-de-cabeça-azul

A Arca inaugura hoje a categoria “Exóticas”. “Uma espécie Exótica ou Não Indígena é a que ocorre num território que não corresponde à sua área de distribuição natural”, explica o site do Instituto para a Conservação da Natureza (ICN – com mais F ou menos B). E acrescenta: “A introdução de espécies não indígenas é considerada uma das principais causas de perda de biodiversidade”.

Periquitão-de-cabeça-azul. Quinta das Conchas

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