Asas de bronze

Parece neve em pano de fundo, mas tirei a foto em pleno Verão australiano. O tom esbranquiçado deve-se a nuvens sobre o mar, minutos antes de o pôr-do-sol pintar o céu de vermelho. A ave chama-se Brush Bronzewing (Phaps elegans) – em português é conhecida por rola-elegante -, mede até 33 centímetros e habita áreas junto à costa. Nas asas tem duas bandas coloridas, com reflexos verdes e azuis metalizados. Por baixo do olho tem uma risca branca e a atravessá-lo uma outra cor de chocolate. O cimo da cabeça cor de avelã indica que o indivíduo da imagem é um macho.

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Duelo ao entardecer: Willie Wagtail v Magpie-Lark

O frágil Willie Wagtail defende ferozmente o território e as crias. Nem sempre leva a melhor, pois geralmente enfrenta aves muito maiores do que ele. Ontem, ao final da tarde, assisti ao confronto entre o Willie e uma pega-cotovia fêmea.

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Galinha-d’água: a nossa tem riscas, a deles não

A galinha-d’água (Gallinula chloropus) é comum em Portugal. A versão australiana chama-se Dusky Moorhen (Gallinula tenebrosa). São muito parecidas, mas a plumagem desta última não tem as típicas riscas brancas nos flancos e é mais escura (daí o epíteto específico tenebrosa).

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Garça-branca-grande (Cromos Repetidos #6)

O Outono e o Inverno são as melhores alturas do ano para observar a garça-branca-grande (Ardea alba) em Portugal. Não é fácil, pois a espécie é rara no nosso país, mas o número de indivíduos invernantes tem aumentado desde a década de 80.

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Darwin e os “admiráveis” pombos

Num post anterior escrevi sobre a importância que os pombos tiveram na elaboração da Teoria da Evolução. Entretanto fotografei vários pombos e julgo que as imagens ilustram bem a seguinte frase de Darwin: “A diversidade das raças de pombos é verdadeiramente admirável”.

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Cacatua-preta de Carnaby: “casa centenária precisa-se!”

A imponente Cacatua-preta de Carnaby (Carnaby’s Black-cockatoo) – Calyptorhynchus latirostris – existe apenas no Sul da Austrália Ocidental e está ameaçada. A principal causa do declínio da população é a desflorestação e a consequente perda de habitat que, na prática, compromete dois factores essenciais à sobrevivência da espécie.

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Cria de Caimão: um autêntico “patinho feio”

Como já referi, o caimão foi o tema do primeiro post da Arca. Na altura fotografei um adulto no Algarve. A primeira vez que vi uma cria foi aqui na Austrália. A cor vibrante da plumagem dos pais contrasta fortemente com o preto das crias. Se as patas dos adultos são “desproporcionadas”, as das crias parecem coladas ao tronco por engano…

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Cromos repetidos (#4): GALEIRÃO – cidadão do mundo

O galeirão (Fulica atra) já apareceu em alguns posts da Arca, mas nunca foi formalmente apresentado. Se já o viu – o que não é difícil, pois é uma ave bastante comum – por certo lembra-se das duas características que o tornam inconfundível: plumagem preta e bico e escudo frontal brancos.

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A Rola que ri

A rola-do-Senegal (Streptopelia senegalensis) – encontra-a no Guia de Aves da FAPAS – já foi avistada em Portugal (duas vezes até 2009), mas provavelmente tratavam-se de animais domésticos que fugiram (ou foram libertados) do cativeiro. Assim, pertence à Categoria D, ou seja, espécies cuja observação foi confirmada pelo Comité Português de Raridades, mas duvida-se da sua origem “selvagem”.

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De preto e branco a “technicolor”

Aqui no Hemisfério Sul a chuva ainda marca presença, mas as temperaturas continuam primaveris. No lago Monger prossegue a época de reprodução das aves aquáticas. Desta feita, um casal do nosso já conhecido pato-de-colar-branco descansa na margem de um charco enquanto vigia as suas quatro crias.

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Cabeça-dura (“Aythya australis”): o primo do nosso zarro-castanho

O cabeça-dura (Hardhead) é muito parecido com o nosso zarro-castanho (Aythya nyroca). Ambos têm cor de chocolate, são excelentes nadadores e os machos têm olhos brancos. Aqui na Austrália, esta última característica é responsável por outro dos nomes comuns desta ave: White-eyed Duck (pato-de-olho-branco). A versão australiana é ligeiramente maior (45 centímetros de comprimento contra 40 centímetros do zarro) e o bico do macho é azul clarinho na ponta.

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Cisne-negro: pais e crias

Aqui no Hemisfério Sul falta um mês para a Primavera, mas no lago Monger (Perth, Austrália) a Natureza não quer saber do calendário. A verdade é que são já muitos os sinais de que ela já chegou, como as crias de cisne-negro (Cygnus atratus) que fazem as delícias de miúdos e graúdos que visitam o parque.

Em baixo encontra uma galeria e um vídeo com estas majestosas (e queriduchas) aves.

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