Aves do jardim Rio da Costa

Nos últimos dois meses a Primavera foi chegando ao jardim Rio da Costa, em Odivelas. No início de Fevereiro surgiram as primeiras crias dos patos-reais. No final de Fevereiro chegaram as andorinhas e as crias das galinhas-d’água. Entretanto a ribeira que corre ao longo do jardim está mais silenciosa: os numerosos guinchos, que ali passam o Inverno, voaram para o mar.

galinhadeagua

Segue-se a lista das espécies que vi no jardim em Fevereiro e Março.

ribeira_odivelas

Guarda-rios

Rabirruivo-preto

Pintassilgo

Felosa-comum

Alvéola-branca

Alvéola-cinzenta

Guincho-comum

Melro-preto

Gaivota-argêntea

Garça-branca-pequena

Fuínha-dos-juncos

Pato-real

Galinha-d’água

Chamariz

Toutinegra-de-barrete-preto

Andorinha-dos-beirais

Andorinha-das-chaminés

Pardal-comum

Pombo-doméstico

Penguin Island (parte 4): andorinha-do-mar com “freio”

Com esta elegante ave marinha termina a visita à Penguin Island. As andorinhas-do-mar que existem em Portugal também têm “capacete” preto, mas o resto do corpo é mais ou menos claro. As asas e o dorso desta Bridled Tern (andorinha-do-mar-de-freio) – Onychoprion anaethetus – são pretos.

bridled tern 1

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Penguin Island (parte 2): Os pinguins

Ilhas com praias paradisíacas e temperaturas que no Verão quase sempre ultrapassam os 30ºC. não é bem a ideia que temos do habitat de pinguins – a não ser que estejamos a falar de um filme da Dreamworks. Mas a verdade é que na Penguin Island vivem cerca de 1 200 pinguins.

little penguin 1

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Aves fogem de tornado um dia antes de ele chegar

Como por vezes acontece na ciência, a descoberta deu-se por acaso. Para estudar as rotas migratórias da felosa-de-asas-douradas (golden-winged warblers), Henry Streby e os seus colegas da Universidade da Califórnia, EUA, colocaram um geo-localizador de 0,5 gramas nas costas de 20 destas aves (que pesam cerca de 9 gramas). Depois de passarem o Inverno no Sul, as felosas viajaram mais de 2.400 km até à sua área de reprodução nas Montanhas Apalaches. Até aqui tudo bem. No entanto, quando os investigadores analisaram os dados depararam-se com uma inesperada nova migração: depois de regressadas, as aves deram uma voltinha de mais de 1.500 km durante 5 dias.

golden-winged warbler

Felosa-de-asas-douradas (Vermivora chrysoptera). Foto: Walt Ford, U.S. Fish and Wildlife Service

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Quem não chora não mama

O “talhante” aqui do quintal lá arranjou companheira e reproduziu-se. Agora tem duas bocas esfomeadas para alimentar. Esfomeadas e barulhentas, sempre a reclamar por uma das iguarias que o jardim tem para oferecer: borboletas, lagartas, libélulas e gafanhotos. Estes últimos parecem ser um dos pratos predilectos da família.

butcherbird 5

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Fila para beber

Com a chegada do Verão bandos de Cacatuas rumam ao Lake Monger, Perth, Austrália. Água não falta, mas escasseiam locais “próprios” para beber. Daí que os poucos que existem sejam bastante concorridos. Comecei por fotografar o autêntico carrossel em que estas aves se envolvem, mas depois achei que faltava o som da algazarra que o acompanha. Em baixo encontra as fotos e o pequeno vídeo que gravei.

little corella

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Garça-branca-pequena (Cromos repetidos #7)

A garça-branca-pequena (Egretta garzetta) já é nossa conhecida. A foto que tirei em Alcochete ilustrou um poema de Maria Lúcia Martins e, mais recentemente, veio à baila no post sobre a “prima” que tem quase o dobro do tamanha – a garça-branca-grande.

egretta garzetta 1

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Cacatuas-pretas: banquete com vista sobre a cidade

Perth, Austrália, é uma cidade essencialmente plana. O alto do Monte Eliza – onde fica o Kings Park – é uma das poucas excepções. Dali, os cerca de 5 milhões de visitantes que anualmente visitam o local têm vista privilegiada sobre o rio e a cidade. Se estiverem atentos também observam o bando de cacatuas-pretas-de-Carnaby que por ali se alimenta nas copas das banksias – na verdade, é difícil não reparar nelas devido ao barulho que fazem…

black cockatoo 1

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A imagem que faltava

Neste post sobre as flores pata-de-canguru referi que são polinizadas por comedores-de-néctar, “em particular por wattlebirds (aves com penduricalhos na face). O wattlebird “enfia” a cabeça na flor para alcançar o néctar. Quando retira a cabeça, arrasta-a ao longo dos tais “deditos” e fica com uma “pata de canguru” desenhada na cabeça.”

Neste outro apresentei o wattlebird, que ontem fotografei “com a boca na botija”.

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Asas de bronze

Parece neve em pano de fundo, mas tirei a foto em pleno Verão australiano. O tom esbranquiçado deve-se a nuvens sobre o mar, minutos antes de o pôr-do-sol pintar o céu de vermelho. A ave chama-se Brush Bronzewing (Phaps elegans) – em português é conhecida por rola-elegante -, mede até 33 centímetros e habita áreas junto à costa. Nas asas tem duas bandas coloridas, com reflexos verdes e azuis metalizados. Por baixo do olho tem uma risca branca e a atravessá-lo uma outra cor de chocolate. O cimo da cabeça cor de avelã indica que o indivíduo da imagem é um macho.

brush bronzewing