Um visitante pouco habitual em Odivelas

A limpeza com retroescavadoras das margens e leito da ribeira de Odivelas causou forte impacto na avifauna e em espécies menos “móveis”, como os cágados, que deixei de ver nas últimas semanas. Ontem lá vislumbrei um, meio atarantado no meio do leito da ribeira, à procura de um local com profundidade suficiente para o tapar. Com as margens limpas, as aves andam de um lado para o outro à procura de abrigo e de locais para nidificarem ou caçarem. Ontem passou por lá um goraz. Foi a primeira vez que vi um na ribeira. Talvez tenha vindo de um outro ponto do curso de água em busca de um melhor habitat. Se hoje ainda lá estiver, tiro-lhe uma fotografia (esta foi tirada na Gulbenkian).

Aves do jardim Rio da Costa

Nos últimos dois meses a Primavera foi chegando ao jardim Rio da Costa, em Odivelas. No início de Fevereiro surgiram as primeiras crias dos patos-reais. No final de Fevereiro chegaram as andorinhas e as crias das galinhas-d’água. Entretanto a ribeira que corre ao longo do jardim está mais silenciosa: os numerosos guinchos, que ali passam o Inverno, voaram para o mar.

galinhadeagua

Segue-se a lista das espécies que vi no jardim em Fevereiro e Março.

ribeira_odivelas

Guarda-rios

Rabirruivo-preto

Pintassilgo

Felosa-comum

Alvéola-branca

Alvéola-cinzenta

Guincho-comum

Melro-preto

Gaivota-argêntea

Garça-branca-pequena

Fuínha-dos-juncos

Pato-real

Galinha-d’água

Chamariz

Toutinegra-de-barrete-preto

Andorinha-dos-beirais

Andorinha-das-chaminés

Pardal-comum

Pombo-doméstico

Penguin Island (parte 4): andorinha-do-mar com “freio”

Com esta elegante ave marinha termina a visita à Penguin Island. As andorinhas-do-mar que existem em Portugal também têm “capacete” preto, mas o resto do corpo é mais ou menos claro. As asas e o dorso desta Bridled Tern (andorinha-do-mar-de-freio) – Onychoprion anaethetus – são pretos.

bridled tern 1

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Penguin Island (parte 2): Os pinguins

Ilhas com praias paradisíacas e temperaturas que no Verão quase sempre ultrapassam os 30ºC. não é bem a ideia que temos do habitat de pinguins – a não ser que estejamos a falar de um filme da Dreamworks. Mas a verdade é que na Penguin Island vivem cerca de 1 200 pinguins.

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Aves fogem de tornado um dia antes de ele chegar

Como por vezes acontece na ciência, a descoberta deu-se por acaso. Para estudar as rotas migratórias da felosa-de-asas-douradas (golden-winged warblers), Henry Streby e os seus colegas da Universidade da Califórnia, EUA, colocaram um geo-localizador de 0,5 gramas nas costas de 20 destas aves (que pesam cerca de 9 gramas). Depois de passarem o Inverno no Sul, as felosas viajaram mais de 2.400 km até à sua área de reprodução nas Montanhas Apalaches. Até aqui tudo bem. No entanto, quando os investigadores analisaram os dados depararam-se com uma inesperada nova migração: depois de regressadas, as aves deram uma voltinha de mais de 1.500 km durante 5 dias.

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Felosa-de-asas-douradas (Vermivora chrysoptera). Foto: Walt Ford, U.S. Fish and Wildlife Service

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Quem não chora não mama

O “talhante” aqui do quintal lá arranjou companheira e reproduziu-se. Agora tem duas bocas esfomeadas para alimentar. Esfomeadas e barulhentas, sempre a reclamar por uma das iguarias que o jardim tem para oferecer: borboletas, lagartas, libélulas e gafanhotos. Estes últimos parecem ser um dos pratos predilectos da família.

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Fila para beber

Com a chegada do Verão bandos de Cacatuas rumam ao Lake Monger, Perth, Austrália. Água não falta, mas escasseiam locais “próprios” para beber. Daí que os poucos que existem sejam bastante concorridos. Comecei por fotografar o autêntico carrossel em que estas aves se envolvem, mas depois achei que faltava o som da algazarra que o acompanha. Em baixo encontra as fotos e o pequeno vídeo que gravei.

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Garça-branca-pequena (Cromos repetidos #7)

A garça-branca-pequena (Egretta garzetta) já é nossa conhecida. A foto que tirei em Alcochete ilustrou um poema de Maria Lúcia Martins e, mais recentemente, veio à baila no post sobre a “prima” que tem quase o dobro do tamanha – a garça-branca-grande.

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Cacatuas-pretas: banquete com vista sobre a cidade

Perth, Austrália, é uma cidade essencialmente plana. O alto do Monte Eliza – onde fica o Kings Park – é uma das poucas excepções. Dali, os cerca de 5 milhões de visitantes que anualmente visitam o local têm vista privilegiada sobre o rio e a cidade. Se estiverem atentos também observam o bando de cacatuas-pretas-de-Carnaby que por ali se alimenta nas copas das banksias – na verdade, é difícil não reparar nelas devido ao barulho que fazem…

black cockatoo 1

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A imagem que faltava

Neste post sobre as flores pata-de-canguru referi que são polinizadas por comedores-de-néctar, “em particular por wattlebirds (aves com penduricalhos na face). O wattlebird “enfia” a cabeça na flor para alcançar o néctar. Quando retira a cabeça, arrasta-a ao longo dos tais “deditos” e fica com uma “pata de canguru” desenhada na cabeça.”

Neste outro apresentei o wattlebird, que ontem fotografei “com a boca na botija”.

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