Escaravelho-enrola-bosta vence Ig Nobel

Depois de tanta atenção mediática a vitória era previsível. A equipa de cientistas de universidades suecas e sul-afriacanas que descobriu que o escaravelho-enrola-bosta-africano pode orientar-se seguindo a Via Láctea venceu o Ig Nobel de Astronomia e Biologia 2013. Os autores publicaram os resultados na revista Current Biology.

Fotos: Bruno Gilli/ESO; Current Biology

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Era uma vez um sapo que queria ser astronauta

Na verdade, não queria. Estava apenas a tratar da sua vidinha numa piscina cuja água serve para apagar eventuais fogos após o lançamento dos engenhos espaciais. Neste caso foi a ignição dos foguetões da sonda LADEE (Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer), que decorreu no dia 6 de Setembro, na Virgínia, que catapultou o pobre anfíbio a muitos metros de altura. A NASA já confirmou a autenticidade da fotografia, esclarecendo que foi captada por uma câmara activada pelo som. Falta saber se reagiu ao barulho dos motores ou ao grito do sapo.

Foto: Wallops Flight Facility/NASA 

Lua, Saturno… e Vénus a brincar às escondidas

(O post vem com uns dias de atraso, mas fiquei sem cabo para ligar a máquina ao computador.)

No Domingo passado (8 de Setembro) a Lua e os planetas Vénus e Saturno estiveram visíveis ao anoitecer, logo acima do linha do horizonte. Às 19:58, quando tirei esta foto, suponho que Vénus já estaria tapado pela Lua, mas Saturno estava bem visível acima dela, do lado esquerdo.

Saturno e Lua

Lua: a “Super” de ontem e a “Enquadrada” de anteontem

Ontem, uma Super Lua cheia iluminou os céus. Todos os anos há uma Lua cheia “maior” do que as outras. Como explica o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), “este evento anual deve-se à coincidência da Lua Cheia ocorrer no perigeu orbital e, assim, observar-se uma lua ≈14% maior em tamanho e ≈30% mais brilhante do que a Lua Cheia no apogeu”. E conclui: “Uma Super Lua com as mesmas características desta de 2013, tão favoráveis à observação, só voltará a acontecer daqui a 18 anos”.

23 de Junho de 2013, Odivelas

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Rum, galáxias e comunicação

A NGC 6872 é a maior galáxia em espiral – estende-se por cerca de 522.000 anos-luz, cinco vezes a dimensão da nossa galáxia, a Via Láctea -, informou anteontem uma equipa de cientistas (brasileiros, chilenos e norte-americanos) da NASA, durante um encontro organizado pela American Astronomical Society, na Califórnia. Surpreendente? Sim…, quer dizer, se fosse 50 vezes maior do que a Via Láctea (que, aliás, tem um nome muito mais apelativo) era mais impressionante, mas a forma e as cores da NGC 6872 são suficientemente atractivas.

Imagem: NASA’s Goddard Space Flight Center/ESO/JPL-Caltech/DSS

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O melhor dia para ver um asteróide

O asteróide Apophis passa hoje perto da Terra, mas não provocará qualquer efeito no Planeta Azul. Este “perto” é conversa dos astrónomos, pois na realidade passará a 14.450.000 km da Terra. No entanto, é no dia 15 de Fevereiro que devemos olhar para o céu em busca do 2012 DA14, asteróide descoberto o ano passado pelos nuestros hermanos, e que passará apenas a 35.000 km da Terra – algures na órbita dos satélites geossíncronos. Esta “visita” também não provocará qualquer impacto no planeta e tem um atractivo: o 2012 DA14 estará ao alcance de telescópios amadores, e até de uns bons binóculos.

Imagem: NASA

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O Nilo de Titan

Ontem, 12/12/12, às 12 horas, a ESA (Agência Espacial Europeia) revelou uma foto de outro mundo: Titã, uma das luas de Saturno. Na imagem captada pela sonda Cassini vê-se o vale de um rio com mais de 400 km de comprimento. A ESA chama-lhe “uma miniatura do Nilo”.

Foto: NASA/JPL–Caltech/ASI

“A noite é eléctrica”

A NASA revelou hoje imagens que mostram o Planeta Azul durante a noite, captadas pelo satélite Suomi (NPP) ao longo de 21 dias de céu limpo (9 dias em Abril de 2012 e 13 dias em Outubro de 2012). O vídeo que as acompanha guia-nos através de pormenores escondidos pelo brilho das luzes: fronteiras políticas, fogos florestais, barreiras naturais, embarcações…

Foto: NASA’s Earth Observatory/NOAA/DOD

Quer descobrir um planeta?

Esta semana soube-se da existência de um planeta que orbita em torno de quatro sóis – sistema planetário PH1. O facto, inédito, só por si é assinalável, mas também é interessante o contexto em que ocorreu: a descoberta coube a dois cidadãos comuns – Kian Jek, de São Francisco, e Robert Gagliano, do Arizona -, sendo posteriormente confirmada por cientistas da Universidade de Yale, Estados Unidos. Descobrir um planeta extra-solar também está ao seu alcance. Basta que, tal como Jek e Gagliano fizeram, vá a planethunters.org, e disponibilize algum do seu tempo para detectar padrões em gráficos. Confuso?

Sistema planetário PH1. Foto: Haven Giguere/Yale

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Onde há seixos redondos, há (houve) água

Esta semana a NASA revelou que o robô Curiosity encontrou mais uma prova de que a superfície de Marte teve água (além da que existe, congelada, nos polos). Os pequenos seixos arredondados incrustados em rocha conglomerada não deixam dúvidas: “Pelo tamanho, estimamos que a água que os transportou movia-se a cerca de um metro por segundo, com uma profundidade até à altura do tornozelo ou da anca”, explica William Dietrich, da missão Curiosity, investigador na Universidade da Califórnia.

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