Bairro da Graça, Violant e Florbela Espanca

Esta peça de João Maurício (a.k.a. Violant) insere-se no projecto Passeio Literário da Graça, de 2014, que tem como objectivo homenagear e mostrar a obra de escritoras com ligação àquele bairro da capital e, ao mesmo tempo, intervir na paisagem urbana. As escritoras são: Natália Correia, Angelina Vidal, Sophia de Mello Breyner Andresen e Florbela Espanca.

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Dente-de-leão, Primavera e Whitman

“Simple and fresh and fair from winter’s close emerging,

As if no artifice of fashion, business, politics, had ever been,

Forth from its sunny nook of shelter’d grass-innocent, golden, calm as the dawn,

The spring’s first dandelion shows its trustful face.”

The First Dandelion, de Walt Whitman, em Leaves of Grass

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Quinta do Mocho: projecto “O Bairro i o Mundo”

No sábado passado visitei as cerca de 30 obras de arte – pintadas, graffitadas ou esculpidas em empenas de prédios de três andares – que decoram a Quinta do Mocho, em Sacavém, Loures. A visita decorreu no âmbito do projecto “O Bairro i o Mundo”, iniciativa da Câmara Municipal de Loures e da Associação Teatro Ibisco, que  quer acabar com o estigma associado a este bairro social, “mostrando o bairro ao mundo e trazendo o mundo ao bairro”.

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“Sombras na água”

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“Thus did I by the water’s brink

Another world beneath me think;

And while the lofty spacious skies

Reverséd there, abused mine eyes,

  I fancied other feet

  Came mine to touch or meet;

As by some puddle I did play

Another world within it lay.”

Excerto do poema Shadows in the water, de Thomas Traherne (1636 ou 1637 – 1674)

Palácio de Queluz: seres de pedra, lendas e jardins

Vale bem a pena (re)visitar o Palácio de Queluz, Sintra, embora esta talvez não seja a melhor altura para o fazer, já que os tapumes das obras escondem o edifício principal. Ainda assim, há muito para ver, tanto no interior como nos vastos jardins geométricos que abundam no exterior.

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Uma pausa com borboletas e Emily Dickinson

“Two butterflies went out at noon

And waltzed above a stream,

Then stepped straight through the firmament

And rested on a beam (…)”*

*excerto de Two butterflies went out at noon, de Emily Dickinson (1830-1886)

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“Duas borboletas saíram ao meio-dia

E sobre um riacho valsaram

Em seguida rumaram ao firmamento

E num raio de luz descansaram (…)”

Cemitério dos Prazeres: arte a céu aberto

“From my rotting body, flowers shall grow and I am in them and that is eternity.” Edvard Munch

“Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new.” Steve Jobs

 O surto de cólera de 1833, em Lisboa, obrigou à construção do Cemitério dos Prazeres. Hoje este cemitério é a última morada de algumas das mais proeminentes figuras da sociedade portuguesa, nomeadamente de artistas, escritores e políticos. E é uma autêntica galeria de arte a céu aberto, onde esculturas de diferentes períodos reflectem atitudes diversas perante a morte.

Em baixo encontra uma galeria.

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Uma pausa com Sophia de Mello Breyner

“O rapazinho da casa branca adorava as rochas. Adorava o verde das algas, o cheiro da maresia, a frescura transparente das águas. E por isso tinha imensa pena de não ser um peixe para poder ir até ao fundo do mar sem se afogar. E tinha inveja das algas que baloiçavam ao sabor das correntes com um ar tão leve e feliz.”

Sophia de Mello Breyner Andresen, em A menina do mar

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