A Rã que é um Sapo

A rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi) é, na verdade, um sapo. Pequenito – mede entre 4,5 cm e 6,5 cm) -, parece uma rã por não ter a característica pele rugosa dos sapos. É um endemismo ibérico, isto é, só existe em Portugal e Espanha.

discoglossus 1

Sintra, Novembro 2015

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Safari fotográfico nocturno

O Nick, um amigo australiano que vive em  Busselton, 200 km a Sul de Perth, convidou-me para um safari fotográfico nocturno no seu quintal. Não exagero (muito) ao usar a palavra “safari”. Na escuridão do quintal, rodeados de sons dos mais diferentes animais e cobertos por um incrível céu pejado de estrelas, facilmente esquecíamos que a “civilização” estava apenas a alguns metros.

green tree frog 1

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Era uma vez um sapo que queria ser astronauta

Na verdade, não queria. Estava apenas a tratar da sua vidinha numa piscina cuja água serve para apagar eventuais fogos após o lançamento dos engenhos espaciais. Neste caso foi a ignição dos foguetões da sonda LADEE (Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer), que decorreu no dia 6 de Setembro, na Virgínia, que catapultou o pobre anfíbio a muitos metros de altura. A NASA já confirmou a autenticidade da fotografia, esclarecendo que foi captada por uma câmara activada pelo som. Falta saber se reagiu ao barulho dos motores ou ao grito do sapo.

Foto: Wallops Flight Facility/NASA 

O Monstro

Depois da beleza dos últimos posts – fotos da Célia Mendes e dos vencedores do Wildlife Photographer of the Year – eis o sapo-comum (Bufo bufo), para contrabalançar. As fêmeas desta espécie são maiores do que os machos (6 a 15 centímetros), e podem medir até 22 centímetros. Pertencem à ordem Anura, isto é, são anfíbios sem cauda.

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BOM BOM BOM, BY-I-YAH

Lembro-me de, quando era miúdo, apanhar girinos num charco (o que não se deve fazer), colocá-los numa lata ferrugenta,  e acompanhar o seu desenvolvimento: primeiro eram uma bola com cauda, depois nasciam as perninhas traseiras, depois as dianteiras, e finalmente a cauda desaparecia.

Não sabia qual era espécie, nunca reparei que tinham um tímpano (a ‘bola’ atrás e ligeiramente abaixo do olho) e não me lembro de ver o saco vocal, mas provavelmente eram rãs-verdes (Rana perezi), o anfíbio mais abundante em Portugal, comum em charcos, lameiros, lagoas, ribeiros, albufeiras, etc..

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