“Caminhada Conservação e Biodiversidade” – a Arca no Festival do Solstício

Amanhã, das 09:30 às 11:30, estarei em Santa Clara-a-Velha a orientar uma visita em parceria com Helena Ribeiro do Grupo MiraClara, engenheira sivicultora responsável pelo “projecto de controlo do acacial e valorização da vegetação ribeirinha”. O projecto é muito interessante, de difícil concretização, mas os resultados já estão à vista e terão repercussões tanto na saúde do rio e da biodiversidade, como no bem-estar das populações e economia local.

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Festival do Solstício

De 21 a 23 de Junho a aldeia de Santa Clara-a-Velha, Odemira, abrirá as portas a um festival diferente onde, além de workshops de gastronomia e de artes locais, haverá muita animação de rua, contacto com a natureza, música e oficinas de dança (ciganas, cabo-verdianas, israelitas, alentejanas, etc.).  Para conhecer o programa completo visite o site do Festival do Solstício, aqui. O evento é organizado pela  Pédexumbo (associação promotora do festival Andanças), Câmara Municipal de Odemira, Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Velha e Junta de Freguesia de Sabóia.

Eis o palco do festival neste pequeno vídeo (realizado pelo nosso já conhecido Luís Miguel Fernandes):

Dia Mundial dos Oceanos

Neste dia Mundial dos Oceanos – e com a época balnear à porta – relembro o velho slogan “destrói as ondas, não as praias” e partilho algumas imagens da manhã do primeiro dia (31 de Maio) do Allianz Ericeira Pro by O’Neill, que decorreu na belíssima praia de Ribeira d’Ilhas.

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Dia Verde – 26 de Maio, Lisboa

No Domingo, das 15h às 20h, os jardins do Museu da Electricidade recebem mais um Dia Verde, evento dedicado ao ambiente e a um estilo de vida mais sustentável. Todas as actividades e workshops desta iniciativa do Verde Movimento e da Câmara Municipal de Lisboa são gratuitos. Inscrições e programa aqui.

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Dia Internacional da Biodiversidade

“Mas por muitas que sejam as maneiras de estar vivo, há certamente muito mais maneiras de estar morto, ou melhor, de não estar vivo”.

Richard Dawkins, em O Relojoeiro cego (1986).

As espécies que hoje existem são o resultado de milhões de anos de evolução. Os seus antepassados sobreviveram a alterações ambientais, como as provocadas pela queda de meteoritos ou pelas glaciações, e também por isso merecem a nossa admiração. Pelo caminho ficaram inúmeras espécies que não conseguiram adaptar-se e deixar descendência.

Garça-real, Silves

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Lisboa – “praia” fluvial e passeio ribeirinho

Inaugurado no final de Março, o passeio ribeirinho da Ribeira das Naus é mais um espaço que devolve aos lisboetas, e aos turistas, o contacto com o rio. No fim-de-semana passado, mais do que a pequena réstia de areia junto ao Cais das Colunas, foi a “praia” fluvial paralela à Av. Ribeira das Naus que acolheu todos os que há muito ansiavam por um banho de sol.

Av. Ribeira das Naus, Lisboa

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“Natural Beauty” – sensualidade em prol do ambiente

A Natureza é sexy, e a sensualidade cativa. Mas estas características andam há muito arredadas das campanhas de sensibilização ambiental. Até agora. O responsável é o fotógrafo australiano James Houston, que vive em Nova Iorque, também conhecido pela participação em projectos de solidariedade, como a luta contra o cancro da mama, a educação sexual na adolescência e a prevenção da sida. Houston intervém através das imagens que cede para diferentes campanhas, dos documentários que realiza, e dos seus livros de fotografias cujas receitas revertem para diferentes entidades. Em 2006 o seu livro Move for AIDS rendeu mais de 500.000 dólares, que foram destinados a várias iniciativas de luta contra a sida.

Caitriona Balfe. Foto de James Houston, em “Natural Beauty”

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Humor e criatividade em prol do ambiente

Alguns dos mais consagrados e famosos designers e criativos do mundo aceitaram o desafio da ONG Do the Green Thing e criaram 23 posters que apelam à acção contra as alterações climáticas. A ONG apresentou o primeiro poster no dia 1 de Março e, de então para cá, revela um por dia, até dia 23 de Março. Porquê esta data? Os posters são mais um veículo de promoção do evento Hora do Planeta que este ano decorre no próximo Domingo, 23 de Março, entre as 20:30 e as 21:30.

“Cut your shower short”, por Michael Bierut. Ao reduzir 2 minutos à duração do banho poupará 16.425 litros de água por ano.

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Flor de Íris

Na Rua de Campolide uma enorme “Flor de Íris” – da autoria de RAM e Klit – testemunha a visão do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Em Dezembro de 2012, o projecto por ele idealizado há 36 anos – um corredor verde que ligasse o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa – viu, finalmente, a luz do dia.

“Flor de Íris”, dos artistas RAM e Klit. Rua de Campolide, Lisboa

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Gato doméstico: o exterminador

Nos Estados Unidos os gatos domésticos (Felis silvestris catus) matam (ainda) mais animais selvagens do que se pensava, conclui um estudo publicado no final de Janeiro. Os números são alarmantes: estima-se que os bichanos eliminem todos os anos entre 1,4 mil milhões e 3,7 mil milhões de aves e entre 6,9 mil milhões e 20,7 mil milhões de mamíferos. Os gatos sem dono causam a maioria destas mortes.

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LPN: Balanço de 2012

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) apresentou ontem o balanço de 2012. Em comunicado, e entre outros assuntos, esta ONG ambiental destaca pela negativa “a proposta da ex-AFN para liberalizar as plantações florestais com espécies exóticas”,  “o novo Plano Estratégico dos Transportes que ataca a utilização dos transportes públicos”, e o fim anunciado da Reserva Ecológica Nacional, “ferramenta de conservação, ordenamento do território e protecção civil”.

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O Grande Salto para “trás”

A propósito do post anterior, e de como a tradição de fazer barulho na noite da passagem de ano deve assustar momentaneamente a bicharada urbana, é importante recordar um dos mais trágicos episódios da História natural e humana e do século XX: O Grande Salto em Frente, promovido pelo líder chinês Mao Tsé-tung, entre 1958 e 1961, com o objectivo de acelerar o crescimento económico do país.

Cartaz da campanha Quatro Pestes (“Venham todos e lutem contra os pardais”)

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126 novas espécies!

Sim, são 126 novas espécies (5 mamíferos, 5 anfíbios, 25 répteis, 13 peixes e 82 plantas) descobertas durante 2011 na região do rio Mekong, Ásia, anunciou hoje o WWF (World Wildlife Fund). No relatório Extra Terrestrial o WWF destaca 10 espécies: a piton pigmeia (Python kyaiktiyo), o peixe cego (Bangana musaei) que vive em canais subterrâneos, a rã Yin & Yang, com olhos pretos e brancos (Leptobrachium leucops), o morcego (Murina beelzebub) baptizado de acordo com o seu aspecto demoníaco, a orquídea “espinhosa” (Coelogyne pachystachya), o mínusculo peixe colorido (Boraras naevus) que mede menos de 2 centímetros, a víbora com olhos de rubi (Trimeresurus rubeus), o lagarto de duas pernas (Jarujinia bipedalis), o sapo (Gracixalus quangi), que imita cantos de aves e que nunca repete “cantigas”, e o peixe-gato que “anda” fora de água (Clarias gracilentus).

‘Yin-yang’ frog (Leptobrachium leucops). © Jodi J. L. Rowley/Australian Museum

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Jornalismo irresponsável

Em Portugal, jornalismo e Natureza têm relação difícil. É certo que já lá vai o tempo em que os meios de comunicação, sobre este tema, pouco mais noticiavam do que efemérides (extinção e descoberta de espécies) e efeitos das forças naturais, mas a maioria das reportagens sobre o património natural assenta em faits divers (nascimento de uma cria; animal que “saiu” do seu habitat e invadiu o espaço humano; etc..). A falta de treino em abordar o tema não justifica que, ao fazê-lo de forma mais “séria”, ponham-se de lado princípios éticos do jornalismo, como aconteceu numa recente reportagem da SIC Notícias (27 de Outubro)  intitulada “Aldeia em S. Pedro do Sul “aterrorizada” com ataques de lobos“. Continue reading

Rota do Almonda – “a Natureza a seus pés”

Sabia que se as burras ficarem mais de um ou dois anos sem engravidar deixam de conseguir fazê-lo? E que a fértil terra avermelhada da Serra de Aire e Candeeiros resulta do calcário que não foi completamente dissolvido? E sabia que nesta serra há dois rebanhos de cabras que trabalham em prol da conservação da natureza?

Estas foram algumas das curiosidades reveladas no passeio que encerrou o Festival do Almonda, que decorreu entre 15 e 18 de Novembro.

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Já provou alforrecas?

Qual o sabor da alforreca? “Mau, dizem as crianças que experimentaram em acções de educação ambiental”, garante o belga Jan Seys, biólogo marinho e director do European Marine Board Communications Panel. Ele foi um dos oradores da conferência How to Communicate Marine Sciences and Technology?, promovida pela EurOcean (European Centre for Information on Marine Science and Technology), no dia 6 de Novembro, no Oceanário de Lisboa.

Seys justifica a inusitada dieta à luz de um provérbio chinês: “O que ouço, esqueço; o que vejo, lembro; o que faço, aprendo”. Assim, esta degustação nada gourmet é forma de alertar para o que poderá acontecer à alimentação humana se continuarem a actual degradação dos stocks de muitos peixes e o aumento do número de alforrecas.

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Utopia em duas rodas

“As ciclovias abundarão em Utopia”, previu o visionário escritor britânico H.G. Wells, autor de obras como A máquina do tempo e A guerra dos mundos. Quão perto estamos desta Utopia? É difícil dizer, mas não faltam projectos para materializá-la, assegurando assim um sistema de transporte mais barato, saudável e não poluente. Velo-city, do arquitecto canadiano Chris Hardwicke, e Kolelinia, do arquitecto búlgaro Martin Angelov, são dois desses projectos.

Foto: Velo-city

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