Penguin Island (parte 4): andorinha-do-mar com “freio”

Com esta elegante ave marinha termina a visita à Penguin Island. As andorinhas-do-mar que existem em Portugal também têm “capacete” preto, mas o resto do corpo é mais ou menos claro. As asas e o dorso desta Bridled Tern (andorinha-do-mar-de-freio) – Onychoprion anaethetus – são pretos.

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O “freio” suponho que virá da mascarilha preta que lhe dá um ar ainda mais aerodinâmico.

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Um censo de 2007 contabilizou cerca de 3.500 casais na Penguin Island. Reproduz-se em regiões tropicais da Austrália, Ásia, África e América do Sul e, depois da época de reprodução, ruma ao mar, onde passa o Inverno.

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Há três factores principais que podem afectar a “mascarilha”: derrames de petróleo; introdução de gatos nas ilhas onde se reproduz; presença humana. Neste último caso é interessante que, apesar de existirem situações em que colónias abandonaram locais de reprodução devido à perturbação humana, tal não acontece quando esse contacto é gradual e organizado (por exemplo, através de passadiços que limitem o acesso dos humanos ao resto de uma dada ilha).

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Na Penguin Island estas aves estão perfeitamente acostumadas aos “macacos nus”, o que é óptimo para quem gosta de ver e fotografar a fauna selvagem. Temos é de ter cuidado para não pisá-las…

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A dieta é variada: peixes, crustáceos, moluscos e insectos.

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Mede cerca de 32 centímetros de comprimento e até 81 centímetros de envergadura.

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