Avieiros: história e preservação da memória

O saveiro era um dos barcos que tinha de entrar no livro “Barcos – Mar de Imagens e Palavras”. (re)Descobri-o quando escrevi uma reportagem sobre os avieiros do Tejo. Em baixo encontra o texto integral, que foi publicado em 2009 na revista Gingko. Desta vez ilustram-no fotografias que tirei na aldeia da Palhota.

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De preto e branco a “technicolor”

Aqui no Hemisfério Sul a chuva ainda marca presença, mas as temperaturas continuam primaveris. No lago Monger prossegue a época de reprodução das aves aquáticas. Desta feita, um casal do nosso já conhecido pato-de-colar-branco descansa na margem de um charco enquanto vigia as suas quatro crias.

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Cabeça-dura (“Aythya australis”): o primo do nosso zarro-castanho

O cabeça-dura (Hardhead) é muito parecido com o nosso zarro-castanho (Aythya nyroca). Ambos têm cor de chocolate, são excelentes nadadores e os machos têm olhos brancos. Aqui na Austrália, esta última característica é responsável por outro dos nomes comuns desta ave: White-eyed Duck (pato-de-olho-branco). A versão australiana é ligeiramente maior (45 centímetros de comprimento contra 40 centímetros do zarro) e o bico do macho é azul clarinho na ponta.

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Cisne-negro: pais e crias

Aqui no Hemisfério Sul falta um mês para a Primavera, mas no lago Monger (Perth, Austrália) a Natureza não quer saber do calendário. A verdade é que são já muitos os sinais de que ela já chegou, como as crias de cisne-negro (Cygnus atratus) que fazem as delícias de miúdos e graúdos que visitam o parque.

Em baixo encontra uma galeria e um vídeo com estas majestosas (e queriduchas) aves.

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De Porto Covo a Fremantle

A Ilha do Pessegueiro, em Porto Covo, surge no horizonte como que por magia, quando por momentos e a estrada se eleva na planície. A surpresa não perde o encanto com o multiplicar do número de visitas. O mesmo acontece quando regresso a Lisboa depois de uma temporada longa a Sul e a cidade espraia-se ao longo do Tejo e até ao mar à medida que se percorre o tabuleiro da ponte. Há algo de imutável nestas paisagens. No entanto, outros cenários atraem pela permanente mudança. É o caso de Fremantle, Austrália, cujo porto transforma-se ao sabor das gruas, navios e mercadorias.

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Arca no “Le Monde Diplomatique – edição portuguesa”

A edição deste mês do jornal Le Monde Diplomatique – edição portuguesa inclui um texto sobre Perth da autoria do jornalista Maxime Lancien. A minha pequena contribuição para o artigo, intitulado Ser mineiro e rico na Austrália, são as quatro imagens que o ilustram (muito obrigado à direcção do Le Monde Diplomatique por esta oportunidade). Entretanto, e em jeito de celebração do Dia Internacional da Fotografia, o jornal sugeriu que fizesse um pequeno filme de apresentação desta bela localidade. Eis o vídeo: