Viajar no tempo

Os lugares que apelidamos de “parados no tempo” têm o condão de fazer-nos viajar. Os primeiros dois exemplos que me ocorreram diferem bastante um do outro: a Aldeia da Pena, com toda a calma que transmite; o Coliseu de Roma, com a sua inquietante atmosfera. A sensação de viagem é tão mais vívida quanto menos indícios do presente existirem, ou seja, o impacto de passear numa rua ladeada de edifícios do século XIX é maior se esta estiver vedada ao trânsito, se não possuir semáforos, etc..

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Tirei a foto em cima em Busselton, Austrália, num pontão de madeira com vista para a praia e para a fileira de pinheiros-de-Norfolk, árvores que crescem até aos 65 metros de altura. O que gosto nesta perspectiva, com excepção das bóias, é que seria a mesma se registada há 100 ou 200 anos. Ao contrário do que é habitual na Arca esta foto tem alguma “pós-produção”, de modo a exprimir a maneira como sinto – e não como vejo – esta realidade.

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