Mergulhão de cabelo branco (“Poliocephalus poliocephalus”)

É mais pequeno do que o nosso mergulhão-de-crista, mas ligeiramente maior do que o mergulhão-australasiano. Chama-se mergulhão-de-cabelos-brancos (Hoary-headed grebe), Poliocephalus poliocephalus, e distingue-se facilmente pela tom cinzento da plumagem e, na época de reprodução, pelas cãs que lhe adornam a cabeça, dando-lhe um ar envelhecido.

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Funária: regresso à escola

A simples visão deste musgo (Funaria sp.) lembrou-me uma série de termos há muito enterrados num qualquer canto da memória. Mas ainda lá estão, fruto de muitas horas a olhar para os esquemas dos diferentes ciclos de vida. Da meiose à fecundação, do anterídeo ao arquegónio passando pelos esporos e pelo esporófito (sem esquecer a célula-mãe dos esporos), do protonema à fase haplóide, todo o mundo de vocábulos cabe na minúscula Funária.

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7 cm de lagarta

Quando a vi não parecia um ser vivo. Talvez uma lagarta de plástico ou uma goma que alguma criança deixara cair. Mas mexia-se… Na verdade é uma larva de besouro e alimenta-se de madeira. Não sei a que espécie pertence, mas pela cor e tamanho não é a que tanto preocupa os australianos (cuja larva é mais pequena e branca) – Hylotrupes bajulus –, conhecida por European House Borer (vulgo, caruncho). A branca, como o nome indica, não é destas paragens.

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Arte portuguesa em Fremantle

Se por acaso nunca se cruzou com o trabalho do artista Alexandre Farto – a.k.a. Vhils – numa qualquer parede do país visite a exposição “Dissecação“, patente até 5 de Outubro no Museu da Electricidade, em Lisboa. A entrada é gratuita.

O talento de Vhils já galgou fronteiras e, desta vez, chegou aqui, a Fremantle, Austrália.

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Viajar no tempo

Os lugares que apelidamos de “parados no tempo” têm o condão de fazer-nos viajar. Os primeiros dois exemplos que me ocorreram diferem bastante um do outro: a Aldeia da Pena, com toda a calma que transmite; o Coliseu de Roma, com a sua inquietante atmosfera. A sensação de viagem é tão mais vívida quanto menos indícios do presente existirem, ou seja, o impacto de passear numa rua ladeada de edifícios do século XIX é maior se esta estiver vedada ao trânsito, se não possuir semáforos, etc..

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Noite florida

Durante o dia admiramo-lhes as formas, aromas e cores, mas à noite, envoltas pela penumbra, a sua beleza passa despercebida. Com a falta de público, a maioria aproveita para descansar e recolhe as pétalas unindo-as como quem fecha um guarda-chuva. Porém, algumas parecem apreciar o sossego e a frescura nocturna mantendo as pétalas abertas, como que a sentir novas fontes de energia. Despertadas pela luz do flash voltam a exibir-se, mas apresentam um brilho diferente, chamando a si toda a luz disponível, como quem agradece a insólita atenção.

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Corvos-marinhos à caça (com direito a reviravolta…)

Há poucos dias referi que o corvo-marinho-preto-pequeno caça em formação em “V”. Eis um vídeo que mostra o frenesim de um bando a caçar. Além da meia volta (quase) sincronizada, a parte final lembra-me os contra-relógios por equipas do ciclismo, em que os últimos da fila aceleram para tomar a dianteira do grupo.

 

Corvo-marinho preto e pequeno

É o corvo-marinho mais abundante de Perth. Dá pelo nome de Little Black Cormorant (corvo-marinho-preto-pequeno) – Phalacrocorax sulcirostris – e encontramo-lo facilmente em lagos de parques e jardins, ao longo do rio e em portos abrigados.

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