A Aranha-das-costas-vermelhas e os danos colaterais das medidas de segurança

Antes de chegar à Austrália avisaram-me: “Cuidado com a aranha Redback: a picada é muito dolorosa”. Procurei na net imagens da dita de modo a reconhecê-la quando a visse. Demorei mais de um mês a encontrá-la, mas uma destas manhãs lá estava ela, por baixo da minha caixa do correio, às voltas com um pequeno réptil que caçara.

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Conhecida por “redback spider” pertence à espécie Latrodectus hasseltii. Como o nome comum indica, a risca vermelha no abdómen da fêmea é característica que a identifica. Os machos não têm esta risca, são mais pequenos (o corpo mede cerca de 4 mm) e menos perigosos do que as fêmeas.

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Elas medem cerca de 10 mm e até à descoberta do antídoto, em 1956, foram responsáveis por 14 mortes na Austrália.

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No passado, quando as casas de banho situavam-se no exterior das habitações, estes aracnídeos costumavam picar os incautos humanos nos genitais.

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Actualmente isso já não acontece, mas, todos os anos, entre 2.000 e 10.000 pessoas são mordidas pela redback. A grande maioria das picadas acontece nas mãos ou nas pernas, mas nas últimas décadas surgiram várias queixas de picadas no pescoço e na cabeça. Porquê? Porque na Austrália é, desde os anos 90, obrigatório usar capacete quando se anda de bicicleta. Ora, capacetes guardados em arrecadações, ou largados no chão, convidam as aranhas a aí se aninharem.

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