A Aranha-das-costas-vermelhas e os danos colaterais das medidas de segurança

Antes de chegar à Austrália avisaram-me: “Cuidado com a aranha Redback: a picada é muito dolorosa”. Procurei na net imagens da dita de modo a reconhecê-la quando a visse. Demorei mais de um mês a encontrá-la, mas uma destas manhãs lá estava ela, por baixo da minha caixa do correio, às voltas com um pequeno réptil que caçara.

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Pesca, mulheres e peixe-porco-espinho

Há muitas diferenças entre Portugal e Austrália. Uma delas é que na Austrália as mulheres pescam. Claro que também haverá pescadoras em Portugal, mas a verdade é que puxei pela memória e só me recordo de ver uma. Aqui é comum vê-las a pescar sozinhas ou com a família. Também se vêem grupos de adolescentes em amena cavaqueira (há coisas que não mudam) enquanto pescam.

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Causa-efeito: corvos tão capazes como crianças de 7 anos

O escritor grego Ésopo (620 – 560 a.C.) conhecia-lhes a habilidade e usou-a numa das suas famosas fábulas. Em O Corvo e o Jarro relata como um corvo sedento e incapaz de alcançar a pouca água existente num jarro decide enchê-lo de pedras de modo a subir o nível do precioso líquido. Ontem, cientistas britânicos e neo-zelandeses publicaram no PLOS ONE (jornal científico online) os resultados da recriação desta “experiência”.

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Uma gaivota diferente

A ave repousava num pedaço de areia rodeado de água numa praia australiana.  Parecia uma gaivota, mas não daquelas que habitualmente vejo. A  maior dimensão (pesa cerca de 1 kg) e o largo bico destacavam-se num corpo castanho claro, denunciador de tenra idade (os adultos têm cabeça branca e asas pretas).

Se não estou em erro trata-se de uma gaivota-do-Pacífico – Pacific gull (Larus pacificus).

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Colhereiro-que-meteu-o-bico-num-saco-de-farinha

A diferença entre este colhereiro e o que existe em Portugal salta imediatamente à vista: o australiano (yellow-bill spoonbill) tem o bico branco ou amarelado e o nosso tem o bico preto.

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 Colhereiro-de-bico-amarelo (Platalea flavipes), Lago Monger, WA

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Cromos repetidos (#1) – Perna-longa

A Natureza desconhece fronteiras políticas. Migrações, dispersão natural e introduções pela mão humana levam a que muitas espécies sejam comuns a vários países. É o que acontece com Portugal e Austrália. Apesar da distância, aqui e ali surgem seres que via em Portugal e que agora reconheço em terras australianas. O primeiro destes “Cromos repetidos” é o perna-longa (Himantopus himantopus) – conhecido na Austrália por Pied ou White-headed Stilt -, ave fácil de observar nos estuários portugueses.

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Top 10 – Sons da Rosa

roomtoroamEnquanto escolhia as fotos para o post Os nomes da Rosa não me saía da cabeça a música The Dolphin’s Cry, dos Live,  por causa desta passagem: “The way you’re bathed in light; Reminds me of that night; God layed me down into your rose; Garden of trust”. Então lembrei-me de apresentar um novo Top 10, desta feita de músicas com a palavra “Rosa” (Rose) no título. A escolha não foi fácil. De fora ficaram temas famosos como La vie en rose, de Edith Piaf, e Goodbye England’s Rose, de Elton John, mas mais difícil foi decidir a ordem da classificação (na verdade, estou a escrever esta entrada e ainda não decidi). Aqui vai:

1 (ex-equo) – In search of a rose (The Waterboys, 1989) e Mon amie la rose (Françoise Hardy, 1964). Não consegui decidir entre a poesia de Mike Scott e a sensualidade de Françoise Hardy…

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Os nomes das Rosas

Chama-se “Rose Gardens” e fica num retalho de terreno colado a Cambridge Street, a meio do caminho entre o centro de Perth e a praia. O nome não engana: as rosas são as únicas flores deste jardim. Rosas de várias as cores e, quando olhamos com atenção, de inúmeras formas, fruto de uma selecção artificial que remonta ao século VI a.C.. Como estava de passagem fotografei apenas algumas variedades, mas ilustram bem a diversidade daquela que provavelmente é a flor mais famosa do planeta.

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World Photography Organization elege melhor fotógrafo amador português

aqui mostrei algumas das melhores imagens do concurso de fotografia Sony World Photography Awards 2014. Ontem a World Photography Organization (WPO), organizadora do evento, revelou os vencedores das diferentes categorias, incluindo os da recém-criada “Competição Nacional”, que contou com a participação de fotógrafos de 38 países. Em Portugal o vencedor foi João Galamba de Oliveira. Lisa Vaz ficou em segundo e Hugo Macedo ocupou o terceiro lugar do pódio.

Competições Nacionais (2014 National Awards)

PORTUGAL

1.º Lugar

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Autor – João Galamba de Oliveira:

” “De norte a sul, este a oeste, as crianças são felizes. A algumas, como provavelmente a estas, o sonho de o continuarem a ser é-lhes cortado: a vida tratará de substituir os sinceros sorrisos por estômagos de fome. A fotografia deve servir para duas coisas: para que nunca esqueçamos que podemos ser felizes com pouco, para que lembremos sempre que temos o direito de ser felizes com mais.”

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Crédito: © João Galamba de Oliveira, Portugal, 1st place, Portugal National Award, 2014 Sony World Photography Awards

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EurOcean envolve cidadãos no combate ao lixo nos oceanos

A EurOcean ((European Centre for Information on Marine Science and Technology) lançou uma aplicação gratuita com o objectivo de envolver os cidadãos e colectividades na luta contra o lixo que ameaça os oceanos. Para já esta “App” está disponível para telemóveis com sistema Andróide, mas a partir de Abril existirá também para iPhone e iPad.

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