O aperaltado abibe

O abibe-comum (Vanellus vanellus) já teve direito a um post na categoria “selos”. Nele referi que “o penacho espampanante e a plumagem verde e preta tornam o abibe-comum inconfundível. É mais abundante no Outono e no Inverno, mas existe em Portugal durante todo o ano, principalmente na metade sul do país, em prados junto a zonas húmidas. Mede 30 centímetros de comprimento”.

 Abibe-comum (Vanellus vanellus), Águas de Moura, Palmela

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Assobiador – o sobreiro mais produtivo de Portugal

O sobreiro (Quercus suber) é, desde 2011, a Árvore Nacional de Portugal, país que é o maior produtor mundial de cortiça. Entre todos os sobreiros lusos há um que se destaca: o Assobiador. Porquê? Porque ele é, de longe, o maior produtor de cortiça.

Assobiador. Sobreiro (Quercus suber), Águas de Moura, Palmela

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Carapaus secos e enjoados

Nos dias em que o mar provia em abundância, as peixeiras secavam parte do pescado ao sol, de modo a conservar e a guardar alimento para alturas de maior aperto. Secavam e ainda secam. Em vilas pesqueiras, como a Nazaré e Sesimbra, os carapaus (e outros peixes) secos são iguaria muito procurada.

Secagem de carapaus (Trachurus trachurus), Sesimbra

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“Chapéus” – nova galeria em “Perspectivas”

A diversidade reconforta. A variedade de espécies indicia ecossistemas saudáveis; a de culturas agrícolas previne o desenvolvimento de pragas; a de ideias promove a justiça…

Como já referi, o festival Andanças é também uma celebração da diferença: de idades, músicas e danças, mas também de estilos. Confirme-o, espreitando a nova galeria – “Chapéus”, em Perspectivas.

O raro e exótico mainá-de-crista

No final de Setembro, estava eu em Belém a (tentar) aprender a técnica de panning (ver última foto) quando vi duas aves pretas a caminhar de forma desengonçada na relva. Pareciam melros, mas assim que voaram revelaram proeminentes manchas brancas na parte inferior das asas. Quando poisaram, vi que também tinham uma exuberante crista junto ao bico. 

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O voo assustado dos flamingos

Em Outubro passei pelo estuário do Sado. Almocei à beira do rio, com vista para bandos de flamingos, gaivotas, colhereiros, corvos-marinhos e patos-reais. Já no final da refeição, de barriga cheia e com algum sono, fotografei os flamingos que também pareciam dormitar. Logo em seguida, o ronco de um avião que voava a baixa altitude assustou as aves, que logo descolaram, desenhando um círculo branco e rosa contra o fundo azul do estuário, para voltarem a aterrar no ponto de partida.

Flamingos (Phoenicopterus ruber), estuário do Sado, Comporta

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Outra melaleuca de “interesse público”

Tal como a melaleuca (Melaleuca armillaris) do jardim Eng. Luís Fonseca, em Setúbal, também esta é uma árvore exótica, de origem australiana, mas pertence à espécie Melaleuca styphelioides e vive em Lisboa, no jardim do Constantino.

Melaleuca (Melaleuca styphelioides), jardim do Constantino, Lisboa

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A paineira e o periquitão

Já falei da paineira (aqui e aqui) e do periquitão-de-cabeça-azul (aqui e aqui). Ontem, no jardim que fica à saída do Metro em Telheiras, encontrei os dois juntos. Ambos exóticos, de origem sul-americana, lá estavam em pleno Novembro a emprestar um colorido tropical à paisagem.

Periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata), Telheiras, Lisboa

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