Finalmente vi uma!

Em Maio de 2012 escrevi um post sobre o balanço da experiência de libertação de dez milhões de mosquitos machos geneticamente modificados na cidade de Juazeiro, Brasil. Nesse texto referi um artigo que há muito publiquei sobre uma estratégia semelhante que decorre na ilha da Madeira há mais de uma década. Objectivo? Controlar a população de moscas-das-frutas-do-mediterrâneo (Ceratitis capitata), maior praga mundial da fruta fresca.

Mosca-da-fruta-do-mediterrâneo (Ceratitis capitata), Odivelas

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Pisco-de-peito-ruivo: em exibição num espaço verde perto de si

Há uns dias referi que passei por um pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), mas não levava a câmera comigo. Desta vez, sim. E encontrar estas aves fotogénicas é cada vez mais fácil, à medida que mais indivíduos chegam para cá passar o Inverno.

 Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), hoje, Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian

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Estorninho-preto: o “sósia” do melro

Nas cidades, onde é comum, geralmente forma pequenos bandos e vê-se sobretudo nos ramos das árvores mais altas ou nas antenas de televisão. No campo, junto a zonas cultivadas, aglomera-se em grupos de centenas ou milhares de indivíduos. 

Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Cabo Espichel, Sesimbra

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“Aquela hora do dia” ou…

… “Sobre a vantagem de levar a câmera fotográfica para todo o lado”.

Ontem, ao final da manhã, saí para tratar de burocracias. Não levei a câmera, pelo que perdi a oportunidade de fotografar um pisco-de-peito-ruivo que permaneceu mais de 5 segundos a pouco mais de 1,5 metros de mim, e uma paineira que já perdeu quase todas as flores, as quais formam um tapete rosa em volta do tronco. Ao final do dia, conduzia de volta a casa, com a câmera pendurada ao pescoço. No pára-arranca lá consegui disparar uma vez a câmera em direcção ao pôr-do-sol. O resultado foi este (repare na nuvem-alforreca):

E os melhores fotógrafos de natureza são…

Esta semana o Museu de História Natural de Londres e a BBC Worldwide anunciaram os vencedores do concurso Wildlife Photographer of the Year 2013. O grande vencedor foi a imagem “Essência dos elefantes” (“Essence of elephants”), tirada no Botswana pelo sul-africano Greg du Toit. “A imagem do Greg de imediato catapulta-nos para as planícies africanas. A foto diferencia-se pela excelente técnica e pelo momento único que capta – é realmente uma foto que só conseguimos uma vez na vida”, justificou Jim Brandenburg, fotógrafo de natureza e presidente do júri.

Imagem: Greg du Toit / Wildlife Photographer of the Year 2013

 Diz o autor: “Há anos que procuro criar uma imagem que capte a sua energia especial e o estado de consciência que sinto quando estou com eles”.

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Mocho-galego – consegue vê-lo?

Com 23 centímetros de comprimento o mocho-galego (Athene noctua) arrebata o título de rapina nocturna mais pequena da nossa avifauna (isto porque é raro o mocho-pigmeu aparecer por cá). Além de existir nas cidades, este “simpático” animal tem uma característica muito apreciada pelos birdwatchers: está activo tanto de noite como de dia.

Mocho-galego (Athene noctua), Cabo Espichel, Sesimbra

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