A peculiar pupila da osga

À luz do dia mal se distingue a pupila da osga. No entanto, à medida que a luz diminui, a pupila adquire uma forma denteada vertical, de cor preta. A forma denteada explica-se pelo facto de este réptil ter um “sistema óptico multifocal, com diferentes capacidades refractivas em distintas áreas concêntricas”, lê-se aqui.

Assim, as reentrâncias da forma da pupila permitem que todas estas áreas distintas tenham uma porção funcional. Na ausência de luz – pelo menos luz visível aos olhos humanos – a pupila fica então redonda.

No artigo acima citado lê-se ainda que, à luz do luar (altura em que o olho humano não distingue cores), as osgas nocturnas vêm cores, pois possuem uma visão 350 mais sensível do que a nossa.

Uma última curiosidade. Já todos apontámos uma lanterna ao olho de alguém e vimo-la contrair. O tamanho da pupila reduz 16 vezes. Nas osgas diurnas esse valor sobe para 100-150 vezes e, nas nocturnas, para 300 vezes.

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