Dia Mundial de dois hominídeos

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Humanitário e o Dia Mundial do Orangotango (Pongo sp.). O primeiro, criado em 2008 pelas Nações Unidas, homenageia todos os funcionários desta organização que perderam a vida em missões humanitárias. O segundo, sensibiliza-nos para a necessidade de proteger estes hominídeos – cujo nome de origem malaio significa “pessoas da floresta” e com os quais partilhamos 97% de ADN –, que estão à beira da extinção devido às actividades de outro hominídeo: nós, os humanos.

Orangotango-de-Sumatra (Pongo abelii), Lisboa (Dezembro de 2012)

Por várias ocasiões referi a perda de habitat como principal causa de ameaça para uma dada espécie. No caso das duas espécies de orangotango – P. pygmaeus, que vive no Bornéu; e P. abelii, que vive na Sumatra – este factor é evidente e crucial. Assim, nos últimos 60 anos, a destruição da floresta tropical reduziu para metade a população de orangotangos no Bornéu, região onde a espécie está classificada como Criticamente em Perigo. Na Sumatra a regressão foi ainda mais dramática: nos últimos 75 anos houve um decréscimo de cerca de 80% do efectivo populacional, actualmente com o estatuto de Em Perigo.

Já neste século, a destruição do seu habitat com vista à produção de óleo de palma debilitou ainda mais as frágeis populações.

Os orangotangos enfrentam outras ameaças, como a caça por parte de humanos em busca de alimento e o assassinato de mães, para venda das crias como animais de estimação.

Algumas dessas crias são resgatadas por organizações que delas cuidam, e que lutam no terreno pela conservação destes hominídeos. Estas organizações precisam de ajuda. Pode fazê-lo partilhando este post ou das fotos que a World Orangutang Day disponibiliza, ou “adoptando” uma cria, por exemplo, através da organização Save the Orangutang.

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