Ser criança na praia é…

…. apanhar paguros (também conhecidos por caranguejo-eremita, casa-alugada e bernardo-eremita), colocá-los num balde e ficar “horas” a tirá-los à vez e a vê-los pôr a cabeça e as tenazes de fora da casa-alugada (estes crustáceos, da sub-família Paguroidea, ocupam cascas abandonadas de búzios e de caracóis. À medida que crescem mudam-se para “apartamentos” maiores).

Paguros, Tróia, Setúbal

Ser criança na praia também é apanhar aqueles irrequietos escaravelhos pretos (Timarcha sp.) que se passeiam na areia escaldante e sentir na palma da mão as cócegas provocadas pelas pequenas patas. E é escaparem-se entre os dedos ou caírem pela borda da mão sem que nada lhes aconteça e, uma vez no chão, tapá-los com areia e admirar a capacidade para se desenterrarem e prosseguir viagem.

É claro que ser criança é ainda muitas outras coisas. É fugir das ondas; apanhar conchas; fazer construções na areia; sair da água a tiritar; andar besuntado com quantidades industriais de protector solar; esperar ansiosamente pela hora a que passa a/o vendedor de bolas de Berlim; chegar à praia e olhar ansiosamente para o pau da bandeira (e esperar que esteja verde); mergulhar com um dos braço esticado e usar o polegar e o indicador da mão do outro braço para tapar o nariz; é escavar um buraco na areia molhada da baixa-mar, e ver uma piscina; …; e é rebolar na rebentação das ondas:

 

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