Abibe – selos da Polónia

Abibe (Vanellus vanellus). Polónia. 1964.

O penacho espampanante e a plumagem verde e preta tornam o abibe-comum (Vanellus vanellus) inconfundível. É mais abundante no Outono e no Inverno, mas existe em Portugal durante todo o ano, principalmente na metade sul do país, em prados junto a zonas húmidas. Mede 30 centímetros de comprimento.

 

“Cada cavadela, sua minhoca”

Qual o significado da expressão do título? “Descobrir faltas de alguém; cada coisa que se descobre é uma asneira”, explica Orlando Neves no livro Dicionário de expressões correntes (Editorial notícias, 2000). Não obstante, a frase lembra-me a habilidade dos melros em detectar e arrancar os anelídeos do solo.

Melro (Turdus merula), Parque das Conchas, Lisboa

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Águias em Lisboa

Mais uma vez o Vasco Valadares teve a gentileza de partilhar as suas fotos com a Arca. Desta vez captou o intrincado bailado de duas águias-de-asa-redonda (Buteo buteo) sobre a Calçada de Carriche, no Lumiar, em Lisboa. Provavelmente trata-se de uma águia residente a impor respeito a um visitante, e não um ritual de acasalamento.

Águias-de-asa-redonda (Buteo buteo), Lumiar. Fotos: Vasco Valadares

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Orquídea flor-dos-passarinhos

Se ao olhar para a flor desta orquídea reconhece o padrão da plumagem de uma galinhola (ave semelhante à narceja), está de parabéns. Eu não consigo, mas o taxonomista espanhol Antonio José Cavanilles (1745-1804) lá encontrou parecenças. Assim, a orquídea flor-dos-passarinhos (Ophrys scolopax) herdou como epíteto específico o género da galinhola (Scolopax rusticola).

Flor-dos-passarinhos (Ophrys scolopax), Cabo Espichel, Sesimbra

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Orquídea erva-vespa (Ophrys lutea)

Uma após outra, as várias espécies de orquídeas do género Ophrys despontam nos prados do Cabo Espichel, Sesimbra, do lado direito de quem chega ao mosteiro. As ervas-vespas-rosadas (Ophrys tenthredinifera) já desapareceram e restam poucos moscardos-fuscos (Ophrys fusca). A meio da semana passada era a erva-vespa (Ophrys lutea) que dominava a área preferida das orquídeas.

Erva-vespa (Ophrys lutea), Cabo Espichel, Sesimbra

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Peneirar

O peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) é a rapina diurna mais comum nas cidades.  Alimenta-se de ratos, pássaros, répteis e insectos que captura em áreas abertas. Para localizar as presas, este pequeno falcão paira a 7 a 12 metros acima do solo. É este movimento de frenética imobilidade – peneirar – que lhe dá o nome comum.

Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), Cabo Espichel, Sesimbra

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Jacinto-das-searas

A parte superior do jacinto-das-searas (Muscari comosum) parece um guarda-chuva só com varetas. É nesse topo que se encontram as flores mais vistosas, de um intenso violeta, mas estéreis, ao contrário das férteis que crescem mais em baixo e junto ao caule.

Jacinto-das-searas (Muscari comosum), Azóia, Sesimbra

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Vhils: a marca da cidade

A original arte urbana do português Alexandre Farto (a.k.a. Vhils) já conquistou gentes de vários continentes, em cidades como Moscovo, Nova Iorque e Londres. “Scratching the surface” é o nome do projecto em que, como um escultor perante uma pedra, “arranha” e arranca bocados de paredes, revelando os rostos que nela se escondem.

R. do Cais de Alcântara, Lisboa

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Orquídea erva-abelha-maior

Os pelos castanhos e o centro violeta ou azul do labelo identificam a erva-abelha-maior (Ophrys speculum subsp. speculum). Tal como as outras orquídeas do género Ophrys, a erva-abelha-maior (também conhecida por abelhão ou erva-espelho) imita a forma e as feromonas da fêmea de um insecto – a vespa Campsoscolia ciliata – induzindo o macho a pseudocopular com o labelo.

Erva-abelha-maior (Ophrys speculum subsp. speculum), Cabo Espichel, Sesimbra

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Pedra do Sal

Ao longo da costa encontram-se vários tapetes de pedra, estendidos pela força do mar, do vento e da chuva, e denominados Lapiás Costeiros. Uma dessas estruturas geológicas é a velhinha Pedra do Sal, com idade entre os 90 mil e os 120 mil anos, em S. Pedro do Estoril.

Pedra do Sal, S. Pedro do Estoril

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Lisboa – “praia” fluvial e passeio ribeirinho

Inaugurado no final de Março, o passeio ribeirinho da Ribeira das Naus é mais um espaço que devolve aos lisboetas, e aos turistas, o contacto com o rio. No fim-de-semana passado, mais do que a pequena réstia de areia junto ao Cais das Colunas, foi a “praia” fluvial paralela à Av. Ribeira das Naus que acolheu todos os que há muito ansiavam por um banho de sol.

Av. Ribeira das Naus, Lisboa

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