A ternura, segundo C215

É absolutamente comovente o retrato da mulher com a criança ao colo que embeleza a Travessa dos Brunos, junto à Calçada da Pampulha, em Lisboa. O autor é o francês Christian Guémy, mais conhecido por C215, nome que foi buscar a um quarto por onde passou e com o qual assina (pequeno cubo do lado direito da cabeça da mulher) as peças em estêncil. 

Peça de C215, Lisboa

Para ele há uma clara diferença entre “graffiti” e arte urbana”. “Graffiti é a marcação de um território colocando um nome em destaque (e no lugar errado), enquanto a arte urbana almeja a levar a arte ao sítio certo, como se ela sempre ali pertencera”, esclareceu em entrevista à Urban Art Core.

Além de Lisboa e de Lagos, C215 já levou a sua arte a inúmeros países. A sua principal inspiração é a rua e os seres que a habitam, das crianças em favelas do Rio de Janeiro (tema que lhe é caro, pois ele próprio cresceu órfão), aos sem-abrigo de Berlim, e aos gatos. 

Peça de C215, Calçada da Pampulha, Lisboa

O jornal Metro chama a este jovem com formação em História e em Arte “a resposta francesa ao Bansky”, comparando-o assim ao mais famoso artista urbano do mundo (o britânico Bansky esteve nas bocas do mundo no início deste ano uma obra sua que fora arrancada de uma parede no Reino Unido reapareceu num leilão de arte, nos Estados Unidos).

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