Homens nus – a extraordinária imaginação das orquídeas

Em Portugal há cerca de 50 espécies de orquídeas selvagens. Uma das mais fascinantes é a Orchis italica. O nome mais comum – orquídea-homem-nu – assenta-lhe como uma luva, mas também é conhecida por flor-dos-macaquinhos-dependurados (fica tudo em família, ou melhor, em Ordem – a dos Primatas).

Orquídea-homem-nu (Orchis italica). Cabo Espichel

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Flor de Íris

Na Rua de Campolide uma enorme “Flor de Íris” – da autoria de RAM e Klit – testemunha a visão do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Em Dezembro de 2012, o projecto por ele idealizado há 36 anos – um corredor verde que ligasse o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa – viu, finalmente, a luz do dia.

“Flor de Íris”, dos artistas RAM e Klit. Rua de Campolide, Lisboa

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Peixe-dragão-leão – Tanzânia (selos)

Pterois volitansTanzânia. 1967. Moeda : xelim tanzaniano

Nativo dos oceanos Pacífico e Índico, o exuberante peixe-dragão-leão (Pterois volitans) foi introduzido nas águas da Flórida no início dos anos 90. De então para cá tornou-se uma ameaça ao delicado ecossistema tropical do Mar das Caraíbas. Sem predadores – mesmo que outros animais o reconhecessem como presa não ousariam enfrentar os enormes espinhos venenosos – a sua densidade populacional aumentou, diminuindo a das espécies de que se alimenta.

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Gouveia – aldeia em verso

Gouveia é uma pequena aldeia entre as Azenhas do Mar e o Magoito, ali para os lados de Sintra, e tem uma característica muito particular: as placas com os nomes das ruas têm versos. Não são uns versos quaisquer. Uns relembram a história da aldeia e evocam os seus habitantes mais queridos, outros são autênticos mapas que orientam o visitante e desvendam recantos e encantos da povoação.

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Campainhas-amarelas

Tal como as azedas, as campainhas-amarelas (Narcissus bulbocodium) são abundantes e optam por florir no Inverno. No entanto, têm uma distribuição mais restrita, visto preferirem substratos calcários, em pastagens e arribas litorais. Também conhecidas por cucos e campainha-dos-montes, são nativas de Portugal e também existem em Espanha, França e Norte de África. Medem até 25 centímetros de altura.

Campainhas-amarelas (Narcissus bulbocodium). Azenhas do Mar

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Raposas na cidade

A raposa (Vulpes vulpes) é um dos carnívoros mais bem sucedidos do mundo. Existe na Europa, Ásia e Norte de África, e foi introduzida na América do Norte e na Austrália. A capacidade de adaptação deste carnívoro é notável. Em resposta à perseguição movida pelos humanos (a raposa é uma espécie cinegética, isto é, que se pode caçar), reproduz-se antes de completar um ano de idade e em caso de necessidade aumenta o tamanho das ninhadas e a proporção do número de fêmeas.

Raposa (Vulpes vulpes). Tapada de Mafra

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Nasceram 11 ursos nas montanhas espanholas

“Os ursos do Parque Natural de Somiedo bateram o record de reprodução em 2012: sete fêmeas pariram 11 crias”, informou esta semana o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS). Esta é uma óptima notícia numa região que conta com duas populações de urso-pardo (Ursus arctos) – separadas por 50 km, e uma auto-estrada – que no total somam cerca de 130 indivíduos (100 na subpopulação Oeste e 30 na de Este), mas que no início dos anos 90 contavam apenas com 70 a 80 ursos (50-60 a Oeste e 20 a Este).

Urso-pardo (Ursus arctos). Foto: FAPAS

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Nova espécie de coruja

Um artigo publicado ontem na revista científica online PLOS ONE revela uma nova espécie de coruja, a Otus jolandae, que apenas vive na ilha Lombok, Indonésia. A outra boa notícia é que, ao contrário de muitas outras espécies que na altura em que são identificadas já estão ameaçadas, esta parece ser bastante comum.

Otus jolandae. Foto: Philippe Verbelen (2008)

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