Feliz 2013!

Que a beleza da Natureza sirva de inspiração, consolo e motivação para enfrentar a trapalhada do caminho traiçoeiro em que nos encontramos. Bom ano novo!

Os homens são uma espécie de plantas móveis e, como as árvores, recebem grande parte dos seus alimentos do meio que os rodeia. Se ficarem demasiado tempo fechados em casa, definham”.

Fonte

Poupa – Botswana (selos)

Poupa (Upupa epops). Botswana. 1967.

A poupa é uma das mais belas aves da nossa fauna, e é fácil de identificar através da imponente crista, do padrão branco e preto das asas, da cor ocre, e do chamamento que soa ao nome científico (hu-pu-pu). Podemos observá-la durante todo o ano no sul do país, onde prefere áreas de montado e zonas perto de campos agrícolas. No norte é mais frequente nos meses de Março a Setembro. Alimenta-se de minhocas, insectos e pequenos répteis.

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Cisne Negro

“(…) And a giant bird
With burning feathers. And beyond them both
A pond of incredible blackness, overarched
With ancient trees and patterned with shifting shades (…)”

Brigit Pegeen Kelly* in “Black Swan”

(“E uma ave gigante, com penas incendiadas, E além de ambos um lago de escuridão incrível, ladeado de árvores antigas e estampado com tons cambiantes“). Continue reading

A cor de Lisboa

Lisboa é o habitat permanente de 547.631 humanos – segundos os Censos de 2011 -, é o local de trabalho de outras centenas de milhares, e é destino turístico de milhões de estrangeiros. Saberão eles de que cor é a cidade? Terá Lisboa uma cor, ou terá várias entre as 16 milhões que a visão humana (principal sentido através do qual o Homo sapiens percepciona o mundo) distingue?

“Alain Tanner, cineasta civilizado, não esteve com mais aquelas e chamou a isto Cidade Branca (…) – que cegueira a deste Tanner”, desabafa o escritor José Cardoso Pires em Lisboa – Livro de Bordo, referindo-se ao filme A Cidade Branca daquele realizador suíço, rodado na capital portuguesa. No livro, Cardoso Pires alerta para as “impetuosidades duma luz, que no mesmo lugar, no mesmo instante e na mesma cor nunca se repete”.

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Os insectos também gostam de mimos

A propósito da imagem do post anterior, convém lembrar que o grooming (cujo termo português que mais se aproxima é “catação”) não é exclusivo dos primatas. “Os operários da maioria dos insectos sociais cata os seus companheiros de ninho. Isto é feito lambendo, embora ocasionalmente também retirem, com as mandíbulas, matéria proveniente do exterior”, lê-se em Perspectives on Animal Behaviour (J. Goodenough, B. McGuire e R. Wallace, 1993).

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Primatas, racismo e homofobia

Diz o jornal Expresso (22/12/2012): “Adeptos recusam negros e gays. FUTEBOL. Estamos no século XXI e qualquer informação chega num ápice a todo o mundo, mas nem por isso estão extintas as reações primatas: o maior grupo de adeptos do Zenit de São Petersburgo – equipa de Bruno Alves, Witsel e Hulk –, o Landscrona, emitiu um manifesto onde pede ao clube que não contratar atletas negros e homossexuais (…)”.Ora, nós, humanos, somos primatas. Logo, é impossível não nos comportarmos como… primatas. O comunicado é racista e homofóbico, e é louvável criticar essas estúpidas atitudes. Mas não havia necessidade de fazê-lo usando o termo “primata” de forma pejorativa (e com erros gramaticais). Até porque entre as mais de 400 espécies desta ordem, apenas uma é “racista” e/ou “homofóbica”: a Homo sapiens.

126 novas espécies!

Sim, são 126 novas espécies (5 mamíferos, 5 anfíbios, 25 répteis, 13 peixes e 82 plantas) descobertas durante 2011 na região do rio Mekong, Ásia, anunciou hoje o WWF (World Wildlife Fund). No relatório Extra Terrestrial o WWF destaca 10 espécies: a piton pigmeia (Python kyaiktiyo), o peixe cego (Bangana musaei) que vive em canais subterrâneos, a rã Yin & Yang, com olhos pretos e brancos (Leptobrachium leucops), o morcego (Murina beelzebub) baptizado de acordo com o seu aspecto demoníaco, a orquídea “espinhosa” (Coelogyne pachystachya), o mínusculo peixe colorido (Boraras naevus) que mede menos de 2 centímetros, a víbora com olhos de rubi (Trimeresurus rubeus), o lagarto de duas pernas (Jarujinia bipedalis), o sapo (Gracixalus quangi), que imita cantos de aves e que nunca repete “cantigas”, e o peixe-gato que “anda” fora de água (Clarias gracilentus).

‘Yin-yang’ frog (Leptobrachium leucops). © Jodi J. L. Rowley/Australian Museum

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Flor-de-Natal

Quem a baptizou não teve dúvidas quanto à sua beleza: chamou-lhe Euphorbia pulcherrima, que significa “a mais bela das eufórbias”. Originária do México, floresce por altura do solstício de Inverno no hemisfério Norte. No entanto, a planta deve grande parte da  bela aparência às brácteas (estruturas foliares) vermelhas vivas, que têm forma de pétala, e não às flores.

Flor-de-Natal (Euphorbia pulcherrima). Lisboa.

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A Murta e o primo gigante

A murta-comum (Myrtus communis) é um arbusto que chega a altura máxima de 5 metros. O maior eucalipto (Eucalyptus diversicolor) da Europa vive em Portugal, na Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra, e mede 72 metros de altura. Apesar da diferença de tamanho estas duas espécies pertencem à mesma família – Myrtaceae. O cheiro adocicado das folhas de ambas lembra esse grau de parentesco.

Murta (Myrtus communis). Serra de Aire

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