Complexo de lagartixa

Em Portugal há várias espécies de lagartixas. A mais comum, e a que mais vemos nas fendas em rochas e muros das nossas cidades, é a lagartixa-ibérica (Podarcis hispanica), que existe de norte a sul do país, em Espanha, França e no norte de África.

Tem o corpo achatado e mede cerca de 7 centímetros (sem contar com a cauda), mas os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas. Pesa menos de 4 gramas.

A dieta insectívora inclui mosquitos, centopeias, moscas, aranhas, gafanhotos e formigas.

Tal como a osga, possui a capacidade de autotomia, isto é, consegue separar a cauda do resto do corpo como estratégia de fuga face aos predadores. A cauda volta a crescer, mas nota-se bem a diferença de cor.

A cor e o padrão do corpo é muito variável, ainda que o castanho e o verde predominem. Além do aspecto exterior, a espécie apresenta grande variabilidade genética. Em Portugal, estudos genéticos definiram dois tipos distintos, separados pelo rio Tejo: tipo 1, a norte; tipo 2, a sul.

Investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto referem a necessidade de rever a classificação taxonómica de várias populações desta espécie. Assim, Podarcis hispanica será um “complexo de espécies crípticas”, ou seja, conterá várias espécies próximas, morfologicamente idênticas, mas geneticamente diferenciadas.

A lagartixa-ibérica está activa durante todo o ano, desde que a temperatura seja superior a 13ºC.

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