Folhas que brotam da pele

Depois da performance “Agarrando Emoções” (2006) a fotógrafa Lina Eichenwald volta a Portugal com “Efémera e (im)permanente”, exposição patente no Museu da Água, em Lisboa, até 14 de Julho.

Os reflexos, intrigam-me e perseguem-me há imenso tempo, como a efemeridade da nossa própria (im)permanência. Somos, mas não somos. Ido o nosso corpo, partimos nós junto com ele? E a imagem real? Somos nós reais? Ou é tudo uma ilusão do momento? Os meus reflexos são capturados numa fracção de segundo. O que o espectador vê, é o que a câmara vê, uma só imagem, não há sobreposição. Enquanto o corpo se reflecte no vidro, a pele funde-se na folhagem. Ou…talvez as folhas brotem na pele. Tudo tão ilusório quanto a nossa própria (im)permanência”,

considera a autora nascida no Egipto, mas criada na Argentina. Actualmente, e depois de uma passagem pelo Brasil, Eichenwald reside em Miami, nos Estados Unidos.

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