Pútegas: parasitas comestíveis

É sempre um prazer ir para o campo com o biólogo (e músico) Paulo Pereira (na foto) e desfrutar do seu vasto conhecimento sobre ecologia. Foi o que aconteceu ontem, num passeio que ele conduziu pela serra da Arrábida, organizado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) no âmbito da Conferência Internacional de História Ambiental (hoje, 5 de Maio, na FCSH).

A Arrábida alberga uma floresta muito antiga, que remonta ao Terciário, e apresenta características climáticas únicas, que resultam de factores como a orientação das serras e da proximidade do mar. Muitas plantas que, noutras regiões do país, não passam de arbustos, atingem na Arrábida estatuto de árvore, chegando a atingir 12 metros de altura.

A meio do passeio cruzámo-nos com uma pútega (Cytinus hypocistis), também conhecida como coalhada. Esta planta não tem clorofila e não faz fotossíntese. Por isso parasita estevas (Cistus sp.) e sargaços (Halimium sp.), dos quais se alimenta. Parece que são comestíveis, mas o exemplar que vimos (na foto, com pétalas amarelas) ainda não estava maduro.

A pútega estava na beira de um caminho, na orla da floresta coberta (foto em baixo). É nestas áreas de fronteira e nos penhascos junto ao mar que se encontra maior biodiversidade. Fica a dica para quem quiser visitar esta serra.

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2 thoughts on “Pútegas: parasitas comestíveis

  1. hummm… lá porque a planta não tem clorofila e não faz fotossíntese..não precisas de lhe chamares nomes feios :/
    😀 tem uma cor viva muito bonita …é por isso um belo parasita!!

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