Oferecer flores que não são flores

O que se segue serve como uma espécie de sugestão para prendas, livros e filmes.

Ontem (10 de Dezembro) à tarde, a SIC exibiu um filme que se vê com bastante agrado (principalmente a versão “gravada”, que permite saltar os intervalos com mais de 10 minutos…). Intitula-se A Idade de Adaline e, a dada altura, o rapaz do filme (Michiel Huisman) tenta pela segunda vez oferecer flores à rapariga do filme (Blake Lively). A primeira tentativa foi com um ramo de flores verdadeiras, a segunda foi com primeiras edições de três livros: Daisy Miller, de Henry James, Dandelion Wine, de Ray Bradbury, e White Oleander, de Janet Fitch. Ou seja, margaridas, dentes-de-leão e loendros. O filme conta ainda com o Harrison Ford.

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“Urso-Pardo em Portugal ‒ Crónica de uma extinção” já está nas bancas

Sim, existiram ursos em Portugal, de norte a sul do país, e sim, é possível que, a curto prazo, voltem a existir, mas serão animais que vivem em Espanha e que atravessarão a fronteira, mas que não permanecerão por cá muito tempo. Mas já lá vamos.

Para já, parabéns ao Paulo Caetano pelo seu 20.º livro sobre o património natural e/ou cultural português. É obra, da boa, e é muito necessária.

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Para que serve o Preto e Branco na Natureza?

Se tem conta no Facebook provavelmente já se deparou com um convite para um desafio para diariamente, e ao longo de uma semana, colocar um post sobre um determinado tema. O desafio mais recente apela à publicação de fotografias a preto e branco. Desafiado, aldrabei ligeiramente as regras e publiquei de uma só vez 7 fotos de aves com apenas dois tons: preto e branco. Foram 7 mas podiam ter sido muitas mais.

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Um asteróide de outro mundo

Dá pelo nome de Oumuamua (“mensageiro”, em havaiano) e é o primeiro asteróide registado que provém de um outro sistema estelar que não o nosso sistema solar. A descoberta feita no mês passado foi publicada há dois dias na revista Nature. Este objecto interestelar tem cerca de 400 metros de comprimento.

Imagem: European Southern Observatory

Bordalo II e a “Arara do Bosque de Telheiras”

A arte urbana é efémera: ou as paredes vêm abaixo para dar lugar a novos edifícios, ou o sol gasta as cores levando a que surjam novas pinturas por cima das antigas. No caso da obra de Bordalo II há ainda que ter em conta as peças que vão desaparecendo. Na “Arara” de Telheiras, em Lisboa, falta já um pneu e algumas garrafas, mas ainda lá estão o banco e a ventoinha que ajudam a dar forma à escultura/pintura.

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MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia

As ondulantes paredes do MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia reflectem as cores do céu e das águas do Tejo. Inaugurado em 2016, um dos aspectos originais desta obra da arquitecta britânica Amanda Levete é o acesso livre à cobertura do edifício, que permite vistas inesperadas para a ponte, rio, Lisboa e para o adjacente Museu da Electricidade, em Belém.

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Um visitante pouco habitual em Odivelas

A limpeza com retroescavadoras das margens e leito da ribeira de Odivelas causou forte impacto na avifauna e em espécies menos “móveis”, como os cágados, que deixei de ver nas últimas semanas. Ontem lá vislumbrei um, meio atarantado no meio do leito da ribeira, à procura de um local com profundidade suficiente para o tapar. Com as margens limpas, as aves andam de um lado para o outro à procura de abrigo e de locais para nidificarem ou caçarem. Ontem passou por lá um goraz. Foi a primeira vez que vi um na ribeira. Talvez tenha vindo de um outro ponto do curso de água em busca de um melhor habitat. Se hoje ainda lá estiver, tiro-lhe uma fotografia (esta foi tirada na Gulbenkian).

“Alice no País das Maravilhas”, em Odivelas

No livro de Lewis Carroll, Alice cai numa toca de coelho e entra no País das Maravilhas. Agora Alice está num túnel, junto à estação de metro de Odivelas, mas continua acompanhada de muitos personagens da estória, como o Coelho Branco, a Lagarta e o Gato de Cheshire. Esta peça carregada de pormenores é do artista Styler (aka, João Cavalheiro) e vale bem uma visita.

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5 segundos

Este pequeno riacho artificial fica no Parque dos Poetas, em Oeiras, e mede cerca de 1 passo de largura e 4 ou 5 dedos de profundidade. Para “arrastar” a água coloquei a câmara no chão e usei um tempo de exposição de 5 segundos.