Gilbardeira, e as folhas que não são folhas

Não foi fácil memorizar o nome desta planta, mas o esforço valeu a pena, porque a gilbardeira (Ruscus aculeatus), também conhecida por erva-dos-vasculhos e gibaubeiro, tem um pormenor muito interessante: as “folhas” não são verdadeiras folhas, mas sim caules modificados.

Arrábida, Dezembro de 2017

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Salsaparrilha (Smilax aspera)

A fotogénica Smilax aspera é mais conhecida por salsaparrilha (a tal da bebida espanhola derrotada pela Coca-cola), mas tem muitos outros nomes: alagação, salsaparrilha-bastarda, alegra-campo, salsaparrilha-indígena, recama, salsaparrilha-rugosa, alegra-cão, silvamar… Existe em África, Europa e Ásia. Por cá, é mais comum no Sul do País, e também é nativa nos Açores. Esta trepadora pode chegar aos 15 metros. É considerada medicinal, e diz que o extrato da raiz, além de diurético, é bom para a gota, reumatismo e psoríase.

Serra da Arrábida, Dezembro 2017

Oferecer flores que não são flores

O que se segue serve como uma espécie de sugestão para prendas, livros e filmes.

Ontem (10 de Dezembro) à tarde, a SIC exibiu um filme que se vê com bastante agrado (principalmente a versão “gravada”, que permite saltar os intervalos com mais de 10 minutos…). Intitula-se A Idade de Adaline e, a dada altura, o rapaz do filme (Michiel Huisman) tenta pela segunda vez oferecer flores à rapariga do filme (Blake Lively). A primeira tentativa foi com um ramo de flores verdadeiras, a segunda foi com primeiras edições de três livros: Daisy Miller, de Henry James, Dandelion Wine, de Ray Bradbury, e White Oleander, de Janet Fitch. Ou seja, margaridas, dentes-de-leão e loendros. O filme conta ainda com o Harrison Ford.

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“Urso-Pardo em Portugal ‒ Crónica de uma extinção” já está nas bancas

Sim, existiram ursos em Portugal, de norte a sul do país, e sim, é possível que, a curto prazo, voltem a existir, mas serão animais que vivem em Espanha e que atravessarão a fronteira, mas que não permanecerão por cá muito tempo. Mas já lá vamos.

Para já, parabéns ao Paulo Caetano pelo seu 20.º livro sobre o património natural e/ou cultural português. É obra, da boa, e é muito necessária.

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Para que serve o Preto e Branco na Natureza?

Se tem conta no Facebook provavelmente já se deparou com um convite para um desafio para diariamente, e ao longo de uma semana, colocar um post sobre um determinado tema. O desafio mais recente apela à publicação de fotografias a preto e branco. Desafiado, aldrabei ligeiramente as regras e publiquei de uma só vez 7 fotos de aves com apenas dois tons: preto e branco. Foram 7 mas podiam ter sido muitas mais.

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Um asteróide de outro mundo

Dá pelo nome de Oumuamua (“mensageiro”, em havaiano) e é o primeiro asteróide registado que provém de um outro sistema estelar que não o nosso sistema solar. A descoberta feita no mês passado foi publicada há dois dias na revista Nature. Este objecto interestelar tem cerca de 400 metros de comprimento.

Imagem: European Southern Observatory

Bordalo II e a “Arara do Bosque de Telheiras”

A arte urbana é efémera: ou as paredes vêm abaixo para dar lugar a novos edifícios, ou o sol gasta as cores levando a que surjam novas pinturas por cima das antigas. No caso da obra de Bordalo II há ainda que ter em conta as peças que vão desaparecendo. Na “Arara” de Telheiras, em Lisboa, falta já um pneu e algumas garrafas, mas ainda lá estão o banco e a ventoinha que ajudam a dar forma à escultura/pintura.

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MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia

As ondulantes paredes do MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia reflectem as cores do céu e das águas do Tejo. Inaugurado em 2016, um dos aspectos originais desta obra da arquitecta britânica Amanda Levete é o acesso livre à cobertura do edifício, que permite vistas inesperadas para a ponte, rio, Lisboa e para o adjacente Museu da Electricidade, em Belém.

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